Arquivo/Estadão
Arquivo/Estadão

Para Nobre, trazer Riquelme para o Palmeiras seria uma 'irresponsabilidade'

O argentino receberia R$ 410 mil por mês e outros R$ 15 mil por partida que fizesse

AE, Agência Estado

29 de janeiro de 2013 | 15h18

SÃO PAULO - O novo presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, explicou nesta terça-feira por que preferiu não efetuar a contratação do argentino Roman Riquelme, negociada pelo seu antecessor, Arnaldo Tirone. De acordo com o novo mandatário alviverde, assinar o contrato seria uma "irresponsabilidade".

Em entrevista ao SporTV, Paulo Nobre afirmou que, pelo acordo, Riquelme receberia R$ 410 mil por mês e outros R$ 15 mil por partida que fizesse com a camisa do Palmeiras. Segundo o dirigente, o jogador ainda ganharia 50% de todo o lucro do clube com a venda de produtos relacionados a ele. "Não dá pra acreditar que fazer camiseta, boné, relógio escrito Riquelme, e achar que isso vai pagar o salário do jogador", criticou Nobre.

O presidente alviverde também destacou que também pesaria contra Riquelme a sua condição física e a real motivação do jogador. "Como ele está fisicamente? Não joga desde o fim da Libertadores! Qual a motivação? Fazer um contrato para ganhar dinheiro no fim da carreira ou encerrar a carreira num dos maiores clubes do mundo?", perguntou.

De acordo com Paulo Nobre, ainda que as condições financeiras fossem plausíveis, o jogador não empolgava o treinador. "Já parou na parte financeira, mas o (Gilson) Kleina não falou que é fundamental. Então não vi um técnico super entusiasmado", contou o presidente, que destacou: "Será que ele estava com essa motivação toda? Depois dos fim das negociações ele deu entrevista dizendo que não está com saudade de jogar futebol".

Com relação à situação de Luan, Paulo Nobre deixou claro que o Palmeiras está fazendo uma espécie de leilão: quem oferecer melhores jogadores, em melhores condições para os paulistas, fica com o atacante.

"Ele (Luan) provavelmente seja emprestado por um ano. O (diretor executivo Luis Carlos) Brunoro está cuidando da negociação. Existe mais de um clube. E como estamos numa situação financeira complicada, estamos tentando fazer trocas ou empréstimos a custo zero para o Palmeiras", relatou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.