Para o Milan, Kaká é inegociável

"Kaká é inegociável." A afirmação é de um dos principais cartolas do Milan, Umberto Gandini, que em entrevista à Agência Estado já deixa claro que o ex-atacante do São Paulo não está apenas surpreendendo a torcida e a imprensa européia, mas também os dirigentes do clubes, que não aceitarão propostas que possam surgir para que o atleta seja transferido para outras equipes européias. "Trata-se de um atleta extraordinário e um dos jogadores que mais está se destacando no futebol mundial", afirmou o dirigente de operações do Milan. Antes mesmo de completar uma temporada na Itália, Kaká parece já ter se tornado uma peça fundamental na estratégia de longo prazo do clube italiano. A imprensa também tem destacado seu desempenho e um dos principais jornais italianos, "La Gazzetta dello Sport", chegou a comparar Kaká a jogadores com as habilidades de Juan Schiaffino, Zvonimir Boban, Gianni Rivera, Marco Van Basten, Ronaldo, Cruyjff e mesmo com Michel Platini. Gandini reconhece que o Milan teve "muita sorte" na contratação do jogador. Para analistas europeus, a compra teria saído barata para o clube diante dos resultados já mostrados pelo jogador. No ano passado, o Milan pagou pouco mais de US$ 8 milhões pelo ex-são-paulino, valor considerado baixo perto de outras transações de jogadores de talento equivalentes ao de Kaká. "O clube (Milan) foi muito hábil em encontrá-lo", disse o dirigente, que acredita que o brasileiro, de apenas 21 anos, será um dos melhores do mundo em pouco tempo.Informações não-oficiais apontam que Kaká esteve perto de ser contratado pelo Chelsea, em julho do ano passado. Mas uma intervenção de Leonardo, ex-jogador do Milan e do São Paulo, mudaria o destino do atacante. A rápida adaptação de Kaká ao futebol europeu também impressionou os dirigentes. "Sabíamos que tinha talento, mas a adaptação que o atacante mostrou não era previsível já em sua primeira temporada", afirmou. Gandini, porém, nega que a contratação de Kaká tenha acelerado a saída de Rivaldo do Milan, que já esquentava o banco de reservas e, quando atuava, não mostrava o brilho pelo qual ficou conhecido. "Foi decisão pessoal de Rivaldo de voltar ao Brasil. Queríamos tê-lo mantido por mais tempo."

Agencia Estado,

15 de março de 2004 | 16h13

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