Rhona Wise/AFP
Rhona Wise/AFP

Presidente da Fifa acredita que coronavírus pode provocar uma reforma no futebol mundial

Infantino diz que paralisação dos principais campeonatos pelo mundo pode fazer com que se pense em um novo formato de competição, com menos jogos

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2020 | 10h03

Praticamente todo o planeta está paralisado em razão da pandemia do novo coronavírus e a situação pode piorar, segundo o presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino. Nesta segunda-feira, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport, o dirigente explicou que o momento pode ser propício para uma reforma global na modalidade.

"Precisamos estudar o impacto global dessa crise. Agora é difícil, não sabemos quando voltaremos à normalidade. Mas vamos olhar as oportunidades. Talvez possamos reformar o futebol mundial dando um passo atrás. Com diferentes formatos. Menos torneios, porém mais interessantes", disse Infantino.

O presidente da Fifa, que completa 50 anos de idade nesta segunda-feira, avisou que o mundo do futebol deve se preparar para o pior, mas que a entidade fará de tudo para ajudar.

"Todos teremos de fazer sacrifícios. Saúde primeiro e depois tudo o mais. É esperar o melhor e se preparar para o pior. Sem pânico. As Federações e Ligas devem seguir as recomendações dos governos", afirmou o dirigente, que prepara uma ajuda a clubes e federações com o impacto econômico que o coronavírus traz com suspensões e paralisações de campeonatos.

Infantino destacou ainda a colaboração da Fifa com a Uefa e a Conmebol. "Mostramos um espírito de cooperação e solidariedade com a Europa e a América do Sul (em alusão aos adiamentos para 2021 da Eurocopa e da Copa América). Agora temos que pensar no momento dos clubes e nas decisões sobre a regulamentação do status dos jogadores e transferências. Temos que pensar em proteger contratos. São necessárias medidas. Será difícil, mas não há outra opção. Todos teremos que fazer sacrifícios", completou.

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