Pierre Albouy/Reuters
Pierre Albouy/Reuters

Para presidente da Uefa, crise de corrupção no futebol foi superada

Aleksander Ceferin afirma que 'a página foi virada' após escândalos no esporte serem revelados

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2018 | 15h49

Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, garante que a crise de corrupção nas instituições do futebol está encerrada. Ao promover nesta terça-feira em Genebra um jogo com a ONU para recolher fundos para projetos sociais, o dirigente insistiu que um dos capítulos mais negros da administração do esporte faz parte do passado.

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“Estou certo que a página foi virada”, disse Ceferin, ao responder ao Estado. “Tenho muitos contatos na Fifa e sei que a página está virada la também”, insistiu. 

Em 2015, um total de 41 dirigentes e empresários esportivos foram indiciados nos Estados Unidos por corrupção. Nove deles foram presos em Zurique e, em abril de 2018, parte das sentenças serão conhecidas. José Maria Marin, ex-presidente da CBF, está detido em Nova Iorque. No Brasil, o presidente-afastado da CBF, Marco Polo Del Nero, aguarda uma decisão da Fifa para saber se será banido do esporte ou se poderá voltar a dirigir o futebol nacional. 

Na Uefa, porém, Ceferin quer dar um sinal claro de que rompeu com o passado. Segundo ele, a Uefa é “mais limpa que muitas entidades”.

Sua certeza sobre a limpeza no futebol se contrasta com as investigações nos EUA. O FBI já deixou claro que, apesar de condenar alguns dos cartolas da Fifa, ampliou seu inquérito e está examinando como torneios foram distribuídos entre diferentes países, inclusive a sede da Copa do Mundo. 

As declarações do presidente da Uefa foram feitas enquanto ele anunciava um jogo para arrecadar fundos, e que contará com Ronaldinho Gaúcho e Luis Figo como capitães dos times de estrelas. Um primeiro jogo será realizado no dia 21 de abril e ainda terá em campo, em Genebra, astros como Eric Abidal, Cafu, Robert Pires, Trezeguet e outros.  

Durante o evento, Ceferin voltou a mostrar sua resistência à criação de um Mundial de Clubes, como quer a Fifa, com 24 times. “Não há qualquer certeza sobre isso”, garantiu. “Não se sabe qual formato terá, quando ocorrerá e nem se isso tudo ocorrerá”, afirmou.

A Fifa quer tomar uma decisão sobre a criação do novo torneio em meados de março, quando a entidade volta a se reunir com sua cúpula, em Bogotá.

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