Paulo Pinto/AE
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Para presidente do Santos, lei do silênco evita polêmica

Marcelo Teixeira afirma que os jogadores devem estar concentrados apenas na final contra o Corinthians

Sanches Filho, Agencia Estado

30 de abril de 2009 | 18h28

SANTOS - O presidente do Santos assumiu nesta quinta-feira responsabilidade pela implantação da lei do silêncio. O dirigente deu três motivos para justificar a decisão extrema de proibir entrevistas de jogadores até a final de domingo: a distorção de declarações de atletas "por uma parte da imprensa"; a necessidade de o time ficar concentrado apenas no jogo contra o Corinthians, e o risco de alguma declaração ser mal interpretada, criando polêmica e sendo explorada pelo adversário.

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"No contato que tivemos com Comissão Técnica e os atletas sentimos que a concentração do grupo não era a igual à da fase inicial (semifinais)", explicou Teixeira. Do lado de fora do clube, membros da organizadas, que foram para as filas dos ingressos na Vila Belmiro, nesta quinta-feira, aplaudiram a lei da mordaça, porque não estavam gostando de ouvir jogadores santistas elogiando o time do Corinthians e se comportando como tietes de Ronaldo Fenômeno.

Teixeira também rebateu a informação que partiu de uma fonte com trânsito livre no futebol santista de que antes do jogo contra o CSA, pela Copa do Brasil, Fábio Costa queria saber qual seria premiação pela classificação às oitavas de final. Na mesma noite do fracasso na competição, o assunto premiação voltou à pauta, numa reunião entre o técnico Vágner Mancini, o presidente e dois jogadores, no Centro de Treinamento Rei Pelé. E o prêmio foi aumentado para R$ 500 mil, a ser distribuídos entre os jogadores.

"Fico surpreso com notícia de que Fábio Costa tinha vindo discutir premiação", declarou o presidente. "Em nenhum momento houve questionamento. Os valores são claros e o jogador sabe que desde o momento em que assina contrato assume o compromisso de respeitar as regras".

Sobre a escalação do árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho para a decisão, o presidente santista evitou comentários. "Gostamos de analisar a arbitragem após os jogos. A expectativa é bem positiva e esperamos que ela faça um bom trabalho", afirmou.

Em relação à quebra da invencibilidade do Corinthians, ao ser derrotado por 3 a 2 pelo Atlético-PR, na quarta, Teixeira admitiu que é um alento a mais para o Santos na decisão de domingo. "Deu para perceber que um time com o porte do Atlético poderia ter decidido a classificação já na quarta, fazendo mais gols do que os três que marcou. Por circunstância, deu a chance para o adversário reverter na partida de volta".

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