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Por menos concussões, mirins dos EUA não poderão cabecear a bola

Medida foi tomada pela Federação de Futebol após ação judicial

O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2015 | 10h34

Uma decisão recente da Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) vem gerando muita polêmica dentro e até fora do país norte-americano. Visando sanar o problema das concussões cerebrais nas categorias de base, a entidade adotou uma medida drástica: proibiu as cabeçadas em treinos de crianças de até dez anos.

Na faixa etária de 11 a 13 anos, o movimento de cabecear a bola também será regulado. As novas regras são válidas para todos os times juvenis sob juristição da US Soccer, como seleções de base, times juvenis das franquias da Major League Soccer (MLS) e outras equipes que utilizam centros de treinamento de desenvolvimento de jogadores.

Toda a discussão foi gerada a partir de uma ação judicial coletiva contra a Federação Americana, levantada em 2014 por pais de atletas mirins que se mostravam preocupados com o assunto. Por isso, mesmo os times não subordinados à Federação, temendo represálias judiciais, também devem adotar a medida.

Um estudo publicado pela Jama Pediatrics, porém, revelou que apenas 8,2% dos casos de concussão no futebol entre garotas acontece em decorrência de cabeçadas diretas na bola. No caso dos meninos, este número cai para 4,7%. O futebol é um dos esportes com mais risco de concussões cerebrais, mas a maior parte dos casos envolve choques de cabeça ou quedas no gramado.

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