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Para quem não é da elite, drama é o oposto: falta jogo

Clubes podem passar quase um semestre inteiro ociosos se não se classificarem às fases seguintes das competições

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2018 | 17h00

Enquanto os clubes da elite reclamam do calendário apertado, os pequenos clamam pelo oposto: precisam de mais partidas para não correrem o risco de passar metade do ano ociosos. Ex-zagueiro da seleção brasileira e hoje diretor de futebol da Ferroviária, Roque Júnior explica que isso interfere até no planejamento financeiro dos clubes.

"Qualquer contrato com jogador precisa ser de, no mínimo, três meses. Uma Série D, se você não se classifica à segunda fase, dura um mês e meio. Então, o clube passa metade do tempo de contrato pagando para o jogador não disputar competição", afirma.

Quem não tem Copa para disputar acaba entrando de férias já ao fim do primeiro semestre. Não é o caso da Ferroviária, atualmente competindo na Copa Paulista. Mesmo assim, a disparidade de calendário é gritante. Até aqui, a equipe de Araraquara jogou apenas 27 vezes em 2018, incluindo na conta três amistosos. Enquanto isso, o Corinthians, por exemplo, jogou ontem a 54ª no ano.

"A turma reclama do calendário hoje, tem coisas que precisam ser aprimoradas, mas melhorou muito dos anos 90 para cá", opina Juninho Paulista, que quando jogava pelo São Paulo chegou a atuar duas vezes no mesmo dia. "O ideal seriam seis jogos por mês. Mas para todos. Os pequenos não jogarem uma só por semana", diz o agora gestor de futebol do Ituano.

Ainda na visão de Roque Júnior, uma das alternativas para beneficiar os pequenos seria esticar o calendário das Séries C e D, aumentando o número de participantes e os dividindo em grupos regionais. 

 

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