Paulo Lima/Arquivo Estadão - 25/11/1998
Paulo Lima/Arquivo Estadão - 25/11/1998

Para Raí, Pato só depende dele para triunfar no São Paulo

Ídolo do Tricolor diz que clube tem tradição de recuperar jogadores, desde que eles se esforcem

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2014 | 14h13

SÃO PAULO - Alexandre Pato tem todas as condições de reencontrar seu bom futebol e voltar a brilhar na carreira, agora que está no São Paulo. Mas essa recuperação vai depender, acima de tudo, dele. O Tricolor pode ter histórico de ter paciência e dar apoio a jogadores que buscam se reerguer na carreira. No entanto, se o principal interessado não se dedicar, ninguém conseguirá ajudá-lo. A opinião é de Raí, que conhece como poucos o clube do Morumbi.

Pato estreia na noite desta quarta-feira com a camisa Tricolor, na partida contra o CSA, em Alagoas, pela Copa do Brasil. “O São Paulo tem uma tradição de recuperar jogadores, Neto, Casagrande, Adriano, uma série de jogadores que estavam em momento complicado na carreira e que se recuperaram’’, disse Raí.

O ex-jogador participou nesta quarta-feira, na capital paulista, do lançamento de uma campanha da Johnson & Johnson atrelada à Copa do Mundo. “O São Paulo tem uma cultura, um ambiente propício para isso. Mas se vai acontecer ou não é outra coisa.’’

Raí recordou que ele mesmo teve problemas de adaptação no São Paulo, teve um primeiro ano difícil no clube e que não lhe faltou apoio. “Mas aí pesa também o profissional, de pegar essa oportunidade, ver como um privilégio ter um clube como o São Paulo lhe dando uma nova chance e aí se dedicar ao máximo para dar a volta por cima’’, aconselhou o ex-meia.

A disposição do Tricolor em ajudar Alexandre Pato foi expressa, para Raí, num gesto do técnico Muricy Ramalho na apresentação do ex-corintiano ao novo clube. “Acho que teve um momento simbólico que foi quando ele chegou no CT do São Paulo e o Muricy falou para ele: ‘Aqui você vai ser feliz’’’, afirmou o ídolo são-paulino.

Raí entende que Pato tem tudo para formar uma grande dupla com Paulo Henrique Ganso e que Muricy Ramalho claramente está trabalhando para que isso ocorra, preocupando-se inclusive em levantar o moral dos dois jogadores. “Se um se entrosar com o outro, as chances crescem para o São Paulo e para eles também. Existem jogadores que fazem você crescer’’, disse. O ex-jogador lembrou que, durante sua carreira, teve grandes parceiros – citou Muller, França, Romário, Bebeto e Careca –, que lhe ajudaram a evoluir.

Campanha.  Raí vai participar da campanha “Carinho inspira carinho’’, da Johnson, e ficará encarregado de liderar uma comissão que vai escolher 11 histórias de afeto e solidariedade vivida por brasileiros. A campanha também propõe, entre outros pontos, uma maratona de doação de sangue. Um ônibus da empresa, equipado para fazer coleta, percorrerá até o mês de maio 11 cidades-sede da Copa (com exceção de Manaus) buscando doadores de sangue. A meta é conseguir pelo menos 20 mil doações, o que permitirá atender 80 mil pessoas que necessitem de sangue.

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