Para receber jogos, Fazendinha precisará de poucas obras

Primeira preocupação do Corinthians, porém, é resolver problemas jurídicos e estrutura aos jogadores

Milton Pazzi Jr., estadao.com.br

21 de fevereiro de 2008 | 19h23

A intenção do Corinthians é voltar a utilizar o Estádio Alfredo Schurig, ou Fazendinha, nos jogos do Campeonato Brasileiro da Série B deste ano. Para isso, porém, serão precisas algumas reformas, como o presidente Andrés Sanchez já confirmou, mas esta não é a preocupação neste momento, dizem os dirigentes. Agora, o clube se concentra no trabalho de resolver juridicamente todas as questões que envolvem o local, e dar toda a estrutura aos jogadores.Veja também: Alessandro fora do Corinthians por 3 semanas; Felipe preocupa Para Mano Menezes, 'retranca' é responsável por boa faseA primeira etapa do trabalho está dividida em duas partes: avaliação de todos os acordos feitos na administração anterior, de Alberto Dualib, para saber o que foi prometido e não foi cumprido. Neste segundo sentido, os vestiários estão sendo totalmente reformados e novos setores estão sendo construídos, como uma piscina e uma sala de fisioterapia protegida apenas por vidros (blindados, por segurança), reforçando a imagem de transparência que a atual administração quer passar.PISCINA E SALA DE VIDROO estadao.com.br visitou estes setores na tarde desta quinta-feira, acompanhado do vice-presidente de obras e patrimônio, Jorge Alberto Aun. Estão sendo reformados nestes vestiários, que ficam embaixo do setor de cadeiras cativas e numeradas da Fazendinha. Coisas como piso e chuveiros estão sendo trocados, canos e fios estão sendo refeitos e está sendo construída até uma piscina, para exercícios dos jogadores (o buraco já está feito). "É tudo por indicação do presidente, do Mano Menezes, do Antônio Carlos, pessoas que utilizam isto", diz Aun.Com um custo baixo para este tipo de trabalho, pois a reforma envolve mais ajustes do que mudanças estruturais, a expectativa é de que tudo esteja pronto a partir do meio do mês de março. Novos equipamentos de fisioterapia e exercícios estão sendo comprados e ficarão nesta sala de vidro, à vista de todos. Tudo já foi encomendado e comprado a um preço considerado bom no clube, mas não divulgado. O vestiário do time visitante, que fica debaixo da arquibancada do placar, deve mudar de lugar, por segurança - sua entrada ou saída, pelo campo, é feita por um túnel improvisado que fica no meio da torcida.Por causa disso, a estrutura para o time está guardada de forma provisória. Mas nada que impeça o próprio Sanchez, comissão técnica e jogadores de tomarem um café sempre que quiserem, para colocar o papo em dia.AVALIAÇÃO DO ADVOGADOSegundo Sérgio Alvarenga, vice-presidente Jurídico, ainda não dá para listar a quantidade de acordos não realizados. "Estamos conversando, avaliando, em breve saberemos o que falta", afirma. A principal preocupação é evitar um gasto com uma reforma ou a construção de algo que não seja necessária formalmente. Para estes acertos, inclusive, o clube conversa com a prefeitura de São Paulo, Contru, Polícia Militar e Bombeiros, responsáveis pela fiscalização de um estádio na capital.À princípio, a avaliação da comissão é de que será preciso construir algumas saídas de emergência, ou rampas de acesso, e fazer um estacionamento para atender a imprensa, jogadores e dirigentes - o atual, ao lado das cadeiras, pelo clube - mal comporta os carros dos jogadores. Ele ficará do outro lado, junto aos setores do remo e do tênis. Para os torcedores, estuda-se convênios com particulares na região.NOVO ESTÁDIOA reforma no Alfredo Schürig, porém, não signifca que o time desista de construir um estádio novo. "Esse novo estádio será algo para frente, o que temos é a Fazendinha e vamos cuidar dela. Teremos uma enorme economia com ele", diz o presidente Andrés Sanchez. Também não há prazo para definir o assunto.

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