Para Ronaldo, paciência foi a arma para volta por cima

Pesado, fora de forma, sem ritmo de jogo? Ronaldo não se preocupa mais com os questionamentos. O atacante desencantou na Copa ao marcar dois gols contra o Japão e se igualou ao alemão Gerd Müller como maior artilheiro dos Mundiais, com 14 gols. De quebra, ainda foi eleito pela Fifa o melhor da partida em Dortmund. "Soube sair de um momento difícil, marquei dois gols num jogo importante, que vai me dar muita confiança", comemorou.A volta por cima foi fruto, segundo o atacante, da tranqüilidade com que enfrentou as críticas sobre seu desempenho nos dois primeiros jogos. "Paciência é a palavra-chave na minha vida. Tive paciência nos momentos difíceis e maravilhosos. Não tem que ter euforia quando as coisas dão certo ou desespero quando dá errado", analisou, sorridente, já no vestiário do Westfalenstadion. Vale lembrar que, depois das partidas contra Croácia e Austrália, o jogador negou-se a dar entrevistas e saiu praticamente escondido dos estádios.Além da confiança, Ronaldo sabe que a seleção brasileira pegou embalo no Mundial. E o atacante acredita que ele e o próprio time ainda tem muito a mostrar. "Ainda tenho muita coisa para melhorar. Espero voltar a fazer gols e ajudar o Brasil a passar de fase. O trabalho está sendo bem realizado e o time está mostrando que tem toda condição de ser campeão."AmuletoRonaldo também contou que teve um estímulo a mais no jogo contra o Japão: a presença do filho Ronald, que assistiu à partida nas arquibancadas do Westfalenstadion. "Meu filho veio ver o jogo, é o primeiro que ele vê. Quero dedicar os gols a ele."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.