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Para São Caetano, Boca não conquista o bi

No retorno da delegação do São Caetano ao Brasil, no final da tarde desta quarta-feira, não houve como esconder a frustração pela eliminação do time na Taça Libertadores da América. Depois de conseguir segurar o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, em Allavaneda, o time brasileiro perdeu a vaga na cobrança de pênaltis, por 4 a 3, o que deixa ainda um sentimento maior de decepção. O técnico Muricy Ramalho considerou injusta a saída do time do ABC e disse não acreditar que o time argentino conquiste o bicampeonato. "Só se for pelo nome e pela tradição, porque eles não têm condições de chegar ao título pelo futebol que estão mostrando", disse Muricy, com uma ponta de mágoa. Não só ele, como a maioria dos jogadores, achou que o São Caetano teve chances de decidir a vaga durante o tempo normal e não nas penalidades máximas. "O pênalti é treinamento, mas também é momento, um lance de sorte, enfim, tudo pode acontecer", justificou o lateral Ânderson Lima, que converteu a primeira cobrança, mas fez questão de inocentar os três companheiros que perderam as cobranças: Lúcio Flávio, que permitiu a defesa do goleiro, Fabrício Carvalho, que chutou no meio do gol, e Marcelo Mattos, que chutou a bola para fora. Já o atacante Euller, que não bateu pênalti porque tinha sido substituído por Warley, entrou na lista dos grandes azarados ou perseguidos pelos pênaltis na Libertadores. Esta foi sua terceira eliminação nas penalidades. Pelo Vasco, em 2001, para o próprio Boca Juniors; e em 1994, pelo São aulo, para o Vélez Sarsfield. A direção do clube também ficou decepcionada com a eliminação, porque fazia planos arrojados para buscar o título sul-americano, que escapou na temporada de 2002, quando perdeu, também nos pênaltis, o título para o Olímpia, do Paraguai. Depois de conquistar o Campeonato Paulista, a diretoria garantia que o time ainda iria lutar por outro título em 2004. Como a Libertadores, agora, é passado sobrou apenas o Campeonato Brasileiro. Volta aos treinos - Com este objetivo, o elenco retornará aos treinamentos na tarde desta quinta-feira, às 15h30, em local ainda indefinido. Acontece que o gramado do Anacleto Campanella passa por reformas. A administração aproveitou a folga permitida na tabela para realizar este trabalho. O campeão paulista só volta a atuar em casa, dia 20 de junho, pela 10ª rodada, contra o Palmeiras. Domingo, o São Caetano enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre, depois, dia 13, pega o Coritiba, no Paraná. A comissão técnica pretende também aproveitar a folga de duas semanas na tabela entre os dias 30 de maio e 13 de junho para reprogramar os treinamentos visando exclusivamente o Campeonato Brasileiro. Durante todo o primeiro semestre, o time quase não teve tempo de treinar devido à maratona de jogos. O jogo na Argentina, terça-feira, foi o 32º na temporada, entre Campeonato Paulista, Brasileiro e Libertadores. Existe a possibilidade do elenco participar de um curto período de treinamentos, uma mini-temporada, num local fora da cidade. Muricy fica - O técnico Muricy Ramalho praticamente descartou a possibilidade de trocar de clube até dezembro, quando termina seu contrato. Ele garantiu que não sabia de nada oficial sobre o interesse do Corinthians, mas que ficou "satisfeito em ver seu nome na lista, como já aconteceu com Palmeiras e Santos". Confirmou que há 20 dias recusou uma excelente proposta. Ele, porém, disse que mantém sua disposição de sempre cumprir seus contratos até o final, abrindo exceção apenas para algum "fato anormal dentro da dinâmica do futebol".

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