Para São Caetano, não há favoritos

O técnico Muricy Ramalho, do São Caetano, estava sorridente ao final da partida. Sentia que o seu time havia sido desprezado pelo São Paulo. O comentário no Morumbi era que a equipe viria cansada, "morta" da viagem de nove horas do México, onde jogou pela Libertadores contra o America. "Pois é, duvidaram do São Caetano. Mas respeitando o São Paulo, nós jogamos de uma maneira inteligente. Fizemos os gols e depois tocamos a bola. Estávamos cansados, mas derrubamos o invicto São Paulo", ironizava o treinador.Os atletas do São Caetano exploraram muito o fato de o São Paulo ter fama de "tremer" em decisões. "Nós sentíamos que os jogadores deles estavam nervosos em campo. Agiam como se quisessem ganhar e ainda provar que não tremiam", analisava Ânderson Lima.O autor dos gols, Fabrício Carvalho, revelava: os lances decisivos foram ensaiados. "Eu e o Ânderson treinamos muito as jogadas de escanteio. Nos dois gols eu tinha certeza de onde a bola chegaria. Me antecipei ao Fabão nas duas. O Muricy foi o responsável pelos dois lances", dizia, feliz, o artilheiro. Com o São Paulo "morto", Muricy mandou um recado ao Santos. "Ninguém será favorito nesta semifinal."

Agencia Estado,

21 de março de 2004 | 20h22

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