Para Sebá, argentinos não tem privilégios

A hipótese de ficar no banco de reservas no clássico contra o Palmeiras não faz Sebastian Domingues se sentir diminuido. Ao contrário: o zagueiro vai aproveitar a chance para derrubar uma tese insistentemente discutida nos últimos dias no Parque São Jorge: o privilégio dos argentinos. "Falaram que os argentinos tinham privilégios mas o Passarella fará aquilo que ele achar que for melhor para o Corinthians", sintetizou o zagueiro. Na prática, porém, o próprio Sebá não tem a menor idéia se ele jogará ou se ficará no banco diante do Palmeiras. "Até agora, o Passarella não me disse nada. Se jogarei, ou se ficarei no banco. Só digo que vou seguir com o meu trabalho da mesma forma, porque o mais importante é o Corinthians", acrescentou o argentino. Sebá é um dos estreantes corintianos em clássico contra o Palmeiras. Os outros são Tevez, Roger, Gustavo Nery, Carlos Alberto e Bobô. Nenhum deles sentiu na pele o que é ganhar ou perder do maior arquirival. Mas todos imaginam o que representa esse clássico. "É mais ou menos como Boca e River, Newell´s Old Boys e Rosário. É uma guerra", sintetiza Sebá. "Eu esperava muito por essa partida e sei que a torcida do Corinthians também espera". O argentino também já percebeu que a própria história do time no Campeonato Paulista pode mudar após esse clássico. "Imagino que será uma final, uma partida à parte (do Campeonato Paulista). Um ponto de partida para o Corinthians se levantar na competição". Já o carioca Carlos Alberto, que disputa o seu primeiro clássico pelo Corinthians, tem outras referências. "Disputei várias vezes o Fla-Flu, também enfrentei o Benfica jogando pelo Porto. Felizmente, sempre levei a melhor. Mas não preciso de nenhuma referência para saber o que é um Corinthians e Palmeiras. Já assisti pela tevê várias vezes esse clássico. E sei a importância do jogo, para ambos os lados".

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