Para sindicato de jogadores, Suárez precisa de 'tratamento'

Fifpro recomenda reabilitação ao jogador uruguaio e vê exagero em sanção da Fifa, que chega a ferir 'direito de trabalhar' do atleta

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 10h15

O sindicato internacional dos jogadores, a Fifpro, recomenda que o artilheiro uruguaio Luis Suárez receba "tratamento" e "reabilitação", e não apenas uma punição por parte da Fifa. Em um comunicado emitido na manhã desta sexta-feira, a entidade que representa os jogadores profissionais indicou que a punição contra o atleta uruguaio precisa ser revista.

Suárez foi banido da Copa do Mundo, pegou nove jogos de suspensão, quatro meses de afastamento do futebol e ainda terá de pagar uma multa. A punição é a mais severa já implementada pela Fifa por agressão em um Mundial. O jogador mordeu um zagueiro italiano e já foi obrigado a deixar a concentração do time uruguaio. Até mesmo o jogador que foi vítima da mordida, Chiellini, admitiu que a punição foi severa demais. Fred também achou exagerada a condenação.

Mas a Fifa fez questão de usar Suárez como "exemplo". "Se não fizéssemos assim, a Fifa estaria morta", declarou Rafael Salgueiro, membro do Comitê Executivo da Fifa.

Para a Fifpro, o acúmulo de sanções precisa ser revisto. Segundo a entidade, suspender o jogador até de treinamentos por quatro meses seria uma "violação de seu direito de trabalhar".

Na avaliação do grupo, a Fifa precisa se concentrar em dar "apoio" para que Suárez passe por um "tratamento e reabilitação".

A Fifpro, porém, não nega que o jogador merecia algum tipo de sanção e que deve estar consciente de que é um "exemplo" para milhões de pessoas pelo mundo.

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