Para Vagner Love, artilharia da Liga dos Campeões é um trunfo

Atacante marca belo gol no coletivo desta quinta e acaba saudado por público que acompanha o treino

Sílvio Barsetti, Estadão

11 de outubro de 2007 | 20h38

Contra o incômodo jejum de gols pela seleção brasileira - na Copa América marcou apenas uma vez - o atacante Vagner Love lembra ser atualmente o artilheiro da Liga dos Campeões da Europa e que isso nivela a disputa com Afonso pela posição de titular. Mas o atacante reconhece que não é possível para um jogador da sua posição sobreviver no mercado sem fazer o que dele mais se espera. "A gente vive dos gols, isso é inegável. É claro que assistências e movimentação em campo são muito importantes." Love pode ter dado nesta quinta-feira um sinal de que está disposto a superar o problema o mais rápido possível. No coletivo, fez um belo gol e acabou saudado pelo público que só se preocupava até então em gritar os nomes de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. "Sei da minha responsabilidade e espero que os gols saiam já nos próximos jogos." Ele disse não acreditar que Afonso esteja em vantagem para ser o escolhido de Dunga no time da estréia das Eliminatórias, domingo, contra a Colômbia. Mesmo com os sete gols que seu colega marcou no fim de semana, em rodada do Campeonato Holandês. "Claro que essa marca é expressiva. Mas também tenho feito gols no meu clube (CSKA) e sou artilheiro da Liga dos Campeões." Love ressaltou que a disputa pela vaga não ameaça o bom relacionamento com Afonso. "É uma briga pelo bem da seleção." Sobre a cobrança de representar no ataque da seleção os que os antecederam - mais recentemente Ronaldo e Romário -, Vagner Love afirmou que não pode pensar "na sombra" de grandes nomes, senão teria de lidar com mais um problema. "A concorrência aqui é muito grande, todo mundo sabe disso. Na seleção, é preciso provar competência todo dia." No CSKA, Vagner Love tem mais prestígio e reconhecimento. Para ele, o futebol russo vem melhorando nos últimos anos, embora ainda esteja longe de se nivelar com aquele praticado nos grandes centros da Europa. "Mas é uma questão de tempo. A estrutura dos clubes e a própria organização dos campeonatos na Rússia estão em ascensão. Existem boas equipes."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.