Para volante Maldonado, Santos não pode se acomodar

A vitória contra o Corinthians era o que faltava para o Santos provar que é um time pronto para enfrentar adversários mais difíceis e conquistar os títulos do Campeonato Paulista e da Libertadores. O time vai muito bem nas duas competições, mas os empates contra Palmeiras (3 a 3, no Palestra Itália) e São Paulo (1 a 1, na Vila Belmiro) tinham deixado uma desconfiança: a equipe vencia bem adversários de menor tradição, mas sentia demais a responsabilidade contra os grandes da capital.Agora, não há mais dúvida: o Santos é forte até mesmo quando atua sem importantes titulares, como na quarta-feira, quando Vanderlei Luxemburgo não pôde escalar Kleber, Maldonado e Cléber Santana. Mesmo assim, o técnico não admite relaxamento. ?Quem quer se campeão tem que melhorar sempre?, avisa Luxemburgo, com controle absoluto sobre o elenco.Antes do clássico com o Corinthians, o técnico mexeu com os brios do time. Deu uma bronca geral, dizendo que o time havia jogado mal nas duas partidas anteriores, vitórias por 2 a 1 sobre o Gimnasia y Esgrima, em La Plata, e o Rio Claro, em São Paulo. O time não fez exibição primorosa no clássico, mas, pelas chances desperdiçadas, poderia ter feito mais que outro 2 a 1 - e recebeu rasgados elogios do técnico.Para o chileno Maldonado, que volta ao time no jogo de domingo, contra a Ponte Preta, depois de defender a seleção chilena, o Santos ainda não tem motivos para comemorar. ?É sempre bom sair na frente, mas de nada adiantará ser o primeiro na fase de classificação e depois não ganhar o título?, diz o volante. ?Temos de aproveitar os jogos restantes para acertarmos alguns detalhes e melhorarmos mais.?Em nenhum momento neste ano Luxemburgo lamentou a ausência de algum jogador. Nem mesmo quando não pôde contar com a sua estrela maior, Zé Roberto. Ao contrário: aproveita os desfalques para dar ritmo aos reservas e valorizar o grupo. ?O que o Vanderlei implantou no Santos é parecido com o que se faz na Europa: montou um elenco muito forte e nivelado, a ponto de o time não sentir com a mudança de dois ou três jogadores?, analisou Leonardo, que retornou recentemente ao clube, depois de dois anos no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

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