Cesar greco/Ag.Palmeiras
Cesar greco/Ag.Palmeiras

Para Zé Roberto, clássico entre Santos e Palmeiras na Vila tem cara de final

Vitória da equipe da Vila Belmiro pode animar santistas na briga pelo título

Gonçalo Junior, Estadão Conteúdo

27 Outubro 2016 | 18h43

O lateral-esquerdo Zé Roberto afirma que o clássico contra o Santos, neste sábado, na Vila Belmiro, tem cara de final do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras defende a liderança com 67 pontos, nove a mais que o rival, o quarto colocado. Curiosamente, Atlético Mineiro e Flamengo, segundo e terceiro lugares, respectivamente, vão se enfrentar na rodada.

"Torna-se final porque o campeonato fica aberto para as duas partes. Uma vitória para nós acaba tirando o Santos da briga. Uma vitória para o Santos acaba colocando o time deles na briga. Como o Palmeiras é um time grande, que sempre joga para ganhar, dentro e fora de casa, não será diferente na Vila", disse o jogador, de 42 anos, em entrevista coletiva nesta quarta-feira. 

O lateral-esquerdo reconhece a rivalidade com o Santos, mas nega que o time da Vila Belmiro seja o maior adversário. "Não diria que (o Santos) é o principal rival, mas temos nos enfrentado em momentos decisivos, como Copa do Brasil, Campeonato Paulista... Como 'principal rival', nós temos vários, como Corinthians ou São Paulo. O Santos seria mais no sentido de jogos decisivos, com frequência, rivalidade", disse.

Depois de tantas conquistas, o lateral-esquerdo ainda se sente emocionado com a possibilidade de conquistar o Brasileirão, título que ele ainda não tem em sua carreira. "Iria mentir se dissesse que não (mexe). O Brasileiro é um título que ainda não tenho. Em 1996, disputei a final pela Portuguesa e acabamos perdendo para o Grêmio. Logo depois fui jogar fora. Voltei em 2012 e nas equipes em que joguei consegui somente vaga para a Libertadores", afirmou. "Nunca estive tão perto de conquistar esse título", completou.

A passagem de Zé Roberto pelo Palmeiras tem sido marcante. Ele soma 94 partidas e nove gols. Mesmo com 42 anos, o lateral-esquerdo prefere evitar definir a aposentadoria no final do ano. "Tive de fazer várias renúncias porque, para jogar em um time grande, com 42 anos, e ainda estar em alto nível, tem muita coisa que aconteceu no decorrer desse tempo. Isso me dá o direito de decidir no fim do ano se continuo mais um ano ou se paro. A decisão vai ser tomada no fim do ano. Quero viver este momento maravilhoso", afirmou o palmeirense.

No treinamento desta quinta-feira, o técnico Cuca manteve o mistério em torno da escalação do substituto do goleiro Jailson, que está suspenso. Vinicius Silvestre e Vagner são os candidatos, com mais chances para o primeiro.

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