Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Paraibano Hulk vai ter torcida especial diante da Venezuela no Ceará

Mãe do atacante alugou um ônibus para levar a família ao Castelão

ALMIR LEITE, ENVIADO ESPECIAL A FORTALEZA, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2015 | 17h50

Um dos dois nordestinos da seleção brasileira - o outro é o baiano Daniel Alves - o paraibano Hulk vai ter novamente uma "torcida particular'' na terça-feira, contra a Venezuela, pelas Eliminatórias. Ele não sabe quantos parentes e amigos virão a Fortaleza para assistir à partida, mas o contingente deve ser grande, pois, segundo o atacante, sua mãe já "alugou o ônibus''.

"Eu estou jogando muito longe (no Zenit, da Rússia) e não dá para levá-los para ver  os jogos. Mas com certeza vão estar aqui'', disse Hulk neste domingo, antes  do treino da seleção em Fortaleza.

Além da torcida própria,  Hulk e a seleção vao ter um contingente muito mais a observá-los no Castelão, pois são esperados cerca de 60 mil torcedores no dia da partida. E o jogador sabe que a seleção terá de fazer a sua parte para ver confirmado o apoio que ele tem certeza que a equipe terá do começo ao fim da partida.

Para isso, será preciso jogar um bom futebol e, acima de tudo, vencer. Ainda mais depois do tropeço diante do Chile. "Tem de puxar a pressão (da torcida) para o nosso lado. Com certeza vamos ter o apoio. Se a gente conseguir o gol rapidamente, vai ajudar, mas se não conseguir, teremos de manter a tranquilidade.''

Gol é algo que Hulk não conseguiu fazer contra o Chile, depois de ter marcado nas duas partidas amistosas realizadas em setembro nos Estados Unidos - contra a Costa Rica e a seleção norte-americana.  Ele admite e reconhece as cobranças por ter passado em branco. Mas procura não se abalar, embora tenha de conviver com a ameaça de Ricardo Oliveira, um especialista de área, roubar-lhe a posição.

"Infelizmente às vezes as coisas não correm como a gente quer. Tem jogo em que você não toma a melhor decisão'', justificou Hulk. "Espero que contra a Venezuela as coisas voltem a acontecer para mim e para a seleção.''

O atacante garante que o posicionamento - estava acostumado a jogar mais pela direita na seleção, assim como faz na maioria das vezes no Zenit, e agora está centralizado - não atrapalha seu rendimento. "No Zenit eu também jogo como número nove. Eu não vejo diferença. Se você está na frente, a bola vai chegar, pois tem jogadores de qualidade na seleção para fazer isso. Tem de aproveitar as oportunidades.''

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