Parceria da Ponte vira piada em Campinas

A tão propalada parceira firmada pela Ponte Preta com uma empresa italiana, a Olimpic Team, passou a ser motivo de chacota em Campinas. Depois de criar a expectativa de ser a solução dos problemas financeiros do clube, o acordo está minado e será temporariamente de apenas três meses e não de três anos como era previsto. Mas não há nenhum compromisso entre as duas partes. Os três primeiros meses serão apenas de avaliações entre as partes e uma tentativa de união. Foi o que anunciaram neste final de semana o presidente Sérgio Carnielli e o presidente da empresa italiana, Dominico Picolli. "Não adianta ficar esperando milagres, porque nosso objetivo é reestruturar o clube", avisou o simpático Domenico. Os dirigentes desmentiram uma briga entre o vice-presidente de futebol, Marco Antônio Eberlin, e Silvio Godoy, indicado pela empresa para coordenar o departamento de futebol profissional. Ninguém falou em dinheiro, o que significa que o clube vai continuar vivendo de seus recursos próprios. A folha de pagamento foi drasticamente reduzida, beirando os R$ 280 mil, para que os salários possam ser pagos em dia. Na sexta-feira, a diretoria anunciou outro acordo estranho. O departamento amador terá o apoio do Banif (Banco Internacional de Funchal - Portugal). Os atletas revelados no Majestoso terão a chance de estagiar em outros países, como Portugal, Espanha e Itália. Alheios aos polêmicos acordos da diretoria, o técnico Estevam Soares continua preparando o time para a estréia no Campeonato Paulista, quarta-feira, diante do São Paulo. Ele espera uma posição da secretaria para confirmar as inscrições dos jogadores para saber com quem poderá contar. Com certeza ele será obrigado a fazer várias improvisações. O time começa a ser definido no treino programado para esta segunda-feira cedo.

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