Lefteris Pitarakis/AP Photo
Lefteris Pitarakis/AP Photo

Parlamentar inglês pede saída do russo Abramovich do Chelsea após invasão da Ucrânia

Deputado do Partido Trabalhista reuniu documentos que detalham relação do bilionário e mecenas do Chelsea com o governo de Vladimir Putin

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 13h13

Documentos datados de 2019, que pertencem ao governo britânico, foram exposto pelo deputado Chris Bryant, membro do Partido Trabalhista do Reino Unido, nesta quinta-feira. Neles, estão detalhadas as relações de Roman Abramovich, dono do Chelsea, com Vladimir Putin e seu governo.

Em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia, o parlamentar pediu na Câmara dos Comuns que Abramovich seja removido do comando do clube londrino. Na teoria, a ação seria parte da sanções do Reino Unido contra a Rússia.

Segundo Bryant, o bilionário russo já admitiu em processos judiciais que teria vínculos com o Estado russo, sendo um dos oligarcas identificados pela oposição russa como alinhados ao governo Putin.

"Certamente deveríamos tentar confiscar alguns de seus ativos, incluindo sua casa de 152 milhões de libras. E garantir que outras pessoas que tiveram vistos de nível um como esse não estejam envolvidas em atividades malignas no Reino Unido" afirmou o deputado, que se baseou em documentos vazados, além de questionar a "falta de investigações" sobre Abramovich.

Na última quarta-feira, 23. o jornal britânico The Sun informou que Abramovich estaria impedido de morar no Reino Unido, com a imigração do Reino Unido tendo ordens para negar o visto ao oligarca. Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, afirmou que o russo não "sofreu medidas direcionadas a ele".

Atual campeão da Liga dos Campeões da Europa e do Mundial de Clubes, Abramovich assumiu o comando do Chelsea em 2003. Com fortuna estimada em 8,4 bilhões de libras (57,45 bilhões de reais), o russo já investiu mais de 2 bilhões de sua fortuna nesse período.

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