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Parmalat investe no futebol desde 92

A ?Era Parmalat? no futebol brasileiro chega ao seu final de maneira inesperada, com a saída da empresa do Etti Jundiaí. Os investimentos do grupo italiano no Brasil começaram em 1992 no Palmeiras, clube ligado à colônia italiana.A parceria com o Palmeiras se transformou no maior projeto de marketing para a empresa no País, além de trazer elevados lucros, principalmente com a negociação de jogadores. O clube do Palestra Itália aproveitou o sucesso do acordo para conquistar títulos importantes como o Campeonato Paulista (três vezes), o Brasileiro (2) e até a Libertadores (1).No início, a filosofia da Parmalat era simples: contratar promessas para revendê-las com lucro. Administrada com profissionalismo, a fórmula funcionou e todos - empresa e clube - tiraram proveito. Vários craques fizeram parte deste esquema, como Rivaldo, Roberto Carlos, Edílson, Djalminha e Luizão - todos saíram de equipes do interior de São Paulo. Eles eram comprados a bons preços dentro do mercado nacional, mas eram vendidos por milhões de dólares ao exterior. Roberto Carlos, por exemplo, custou US$ 600 mil aos cofres da empresa, mas foi negociado para o exterior por US$ 4 milhões. Os lucros são não podem ser conhecidos, oficialmente, porque a empresa e o clube nunca divulgaram os números com clareza.O Palmeiras também ficou com dinheiro em caixa e muitos troféus nas prateleiras. Entre eles, o de campeão paulista de 1993 depois de 16 anos de jejum. Depois vieram os títulos paulistas de 94 e 96. Além do bicampeonato brasileiro de 93 e 94, todos sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Com o técnico Luiz Felipe Scolari, o time ainda foi campeão da Copa do Brasil e da Mercosul, ambos em 98. Em 99, chegou à sua maior conquista: a Libertadores da América. Em 2000, ainda sagrou-se campeão da Copa dos Campeões e do Torneio Rio-São Paulo, nas últimas conquistas do clube sob o comando da Parmalat.Empolgado com o sucesso no Brasil, a empresa italiana tentou firmar outras parcerias. Como o acordo com o Juventude, de Caxias do Sul, que recebeu vários jogadores da empresa. A Parmalat ainda patrocinou o Santa Cruz, em Recife, mas a partir do dia 18 de maio de 1998 resolveu concentrar todos seus esforços no Etti Jundiaí. O objetivo era ter todo controle do clube.A Parmalat conseguiu tudo que queria em Jundiaí. Fez um acordo de comodato por 30 anos, praticamente assumindo o clube e seu estádio "Jaime Cintra". Pagou caro pela inexperiência do supervisor geral Marcos Bagatella, que demorou para formar um time competitivo. O primeiro título só veio em 2000, quando conquistou a Copa Estado de São Paulo, competição de pouca expressão e que reuniu clubes do interior do Estado. Seus maiores triunfos surgiram justamente em 2001, quando foi campeã paulista da Série A-2 - segunda divisão - e também da Série C do Campeonato Brasileiro. Outra vitória do clube de Jundiaí foi o convite para disputar o Torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil em 2002, quando também jogará a Série B do Campeonato Brasileiro, já sem o apoio da Parmalat.

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