Parque São Jorge é penhorado de novo

O Parque São Jorge foi dado como garantia ao atacante Luizão, que move uma ação contra o Corinthians na Justiça do Trabalho. O bem foi penhorado provisoriamente até que o mérito seja julgado no TST (Tribunal Superior do Trabalho).Os próprios advogados que defendem o clube (do escritório Tozzini, Freire, Teixeira e Silva) confirmaram a penhora numa declaração por escrito dada ao juiz da 12ª Vara, Glenner Denner Pimenta Stroppa. O Parque São Jorge também está penhorado pela Receita Federal.Luizão reclama o pagamento de R$ 5.602.211. E a dívida com a Receita Federal é de R$ 537.082. De acordo com uma avaliação apresentada pelo clube, o Parque São Jorge vale aproximadamente R$ 16 milhões. O atacante já ganhou a causa em primeira instância. O Corinthians recorreu, mas o resultado ainda não saiu.Qualquer que seja a decisão em segunda instância, a advogada do jogador, Gislaine Nunes, prevê que a disputa se estenda até Brasília, onde o TST deve julgar o mérito da questão. Até lá, o Parque São Jorge estará em juízo. Na terça-feira, o vice-presidente de futebol do Corinthians, Antônio Roque Citadini, revoltou-se quando os repórteres pediram que ele confirmasse os atrasos no pagamento dos direitos de imagem de Vampeta. E disse que a situação financeira do clube era ?muito mais confortável do que de qualquer empresa jornalística?. Citadini sabia que o Parque São Jorge estava penhorado, mas não quis confirmar a informação.Luizão, aliás, não foi o único jogador que deixou o Corinthians por falta de pagamento. Sua advogada, Gislaine Nunes, conseguiu provar na Justiça do Trabalho que direito de imagem é uma fraude no contrato de trabalho. O atacante deixou o Parque São Jorge amparado por uma decisão judicial e se transferiu para o Grêmio. Em seguida, foi para o Hertha Berlin, da Alemanha. Além de sua liberação, Luizão briga para receber o que o Corinthians deve.O Corinthians também perdeu Deivid por falta de pagamento. Nesse caso, porém, o ?calote? foi da ex-parceira, a Hicks Muse, que não honrou o pagamento de US$ 1,3 milhões ao Nova Iguaçu. O Corinthians foi acionado por ser parte do processo. Segundo se comenta no Parque São Jorge, a diretoria até considerou a hipótese de não liberar o atacante. Mas acabou desistindo da idéia depois que o presidente do Nova Iguaçu, Jorge Morais, ameaçou o clube com o pedido de penhora da sede social. Sem outra saída, o Corinthians teve de liberar Deivid, que atualmente joga no Bordeaux, da França.Ouvida nesta quarta-feira pela Agência Estado, a advogada Gislaine Nunes fez questão de esclarecer que não tem interesse em se envolver no caso Vampeta. ?Nem sei como vocês descobriram a penhora do Parque.?

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