Parreira chega à África do Sul para comandar a seleção

Cansado e sem fazer declarações aos jornalistas, o técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira chegou nesta sexta-feira a Johanesburgo para assumir o comando da seleção de futebol da África do Sul, país que organizará a próxima Copa do Mundo. Parreira, que foi contratado no dia 16 de agosto, saiu do terminal internacional do aeroporto de Johanesburgo às 7h45 (3h45 de Brasília), onde era aguardado por jornalistas e alguns torcedores. "Bem-vindo à equipe", dizia um pequeno cartaz levado por duas pessoas. Representantes da Federação Sul-Africana de Futebol (Safa) receberam Parreira no aeroporto. O técnico não deu entrevistas, mas ele comentou com um dos membros do comitê de recepção que estava cansado da viagem, que começou na quarta-feira no Rio de Janeiro, com uma escala em São Paulo. Parreira era esperado em Johanesburgo no dia 23 de janeiro, mas adiou sua chegada. Segundo fontes da Safa, o técnico utilizará o fim de semana para descansar. Na próxima semana, vai se reunir com dirigentes da organização para programar uma concentração da seleção, dia 7 de fevereiro. O treinador deverá se apresentar a um grupo de 30 jogadores e ter um primeiro contato com eles durante três dias. Parreira levou como auxiliar Jairo Leal. Dois profissionais sul-africanos devem ajudar a compor a comissão técnica. A estréia de Parreira no comando deve ser no jogo da África do Sul contra o Chade, na capital chadiana, dia 24 ou 25 de março, pela fase classificatória da Copa Africana de Nações. Parreira é o 14.º treinador da África do Sul desde 1992, quando a seleção começou a jogar em competições internacionais, após o fim do "apartheid". O contrato de 46 meses tem levantado polêmica no país. Seu salário, de US$ 257 mil (cerca de R$ 550 mil) por mês, é maior que a renda anual do presidente Thabo Mbeki.

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