Parreira comemora respeito do Uruguai

Carlos Alberto Parreira ficou muito feliz ao saber que Juan Ramón Carrasco, técnico do Uruguai, havia decidido jogar com quatro zagueiros quarta-feira, abandonando o agressivo 3-3-1-3 com que venceu o Chile por 2 a 1. "Se ele mudou é porque está respeitando o Brasil. O Carrasco é fiel ao seu esquema, desde o Fênix ele atua assim, com três atacantes e um meia de ligação muito agressivo. Na seleção, o meia é o Recoba e os atacantes são o Bueno, Chevantón e o Forlán. Agora, se mudou é porque está respeitando a gente e isso é muito bom."Na verdade, Carrasco não mudou pelo Brasil. Há tempos, ele já afirmou que, nas partidas fora de casa abriria mão de um atacante para ter um zagueiro a mais. Jogaria sempre com uma linha de quatro zagueiros. Mesmo assim, é muito diferente do Uruguai de pouco tempo atrás, sempre na defesa, apostando em um contra-ataque e em faltas violentas. "Ele está tentando mudar o Uruguai, está jogando mais ofensivamente. Isso é bom, vai fazer com que a gene tenha outra partida muito boa", diz Parreira.Zagallo, entretanto, tem palavras muito pouco elogiosas para o treinador uruguaio. "Todo Carrasco é um matador, mas esse é um perdedor. Ele fala muito, vamos ver em Curitiba quem vai morrer, se é o Brasil ou o Carrasco." A revolta de Zagallo já vem de 15 dias quando soube que Carrasco havia dito que entende mais de futebol do que Parreira. "Ele não ganhou nada até hoje e não pode falar assim do verde-amarelo", diz, repetindo o discurso nacionalista que adota há tempos.Rivaldo não acredita que o Uruguai tenha mudado tanto assim, pelo menos em termos táticos. "Eles podem estar mais ofensivos, mas contra outras equipes, em outros países. No Brasil e contra o Brasil, eu acho é que eles vão ficar na retranca mesmo. Vão fica lá atrás, especulando uma coisa ou outra e a gente tem de ir para cima para vencer." Rivaldo está muito animado pelo gol que marcou contra o Peru, terminando um jejum de cinco jogos. "Estava precisando mesmo de um gol. Quem sabe agora, possa fazer outro."Jogos entre Brasil e Uruguai sempre trazem uma carga emocional muito grande. Os uruguaios vivem ainda do título mundial de 1950 e sempre tentam levar isso para dentro de campo. Com Carrasco, tudo tem mudado, mas ainda há a possibilidade de que se tente transformar a partida em uma "guerra". Algo que Júnior não aceita. "O Brasil vai jogar futebol. Só isso. Não tem nada de guerra, não. Isso é besteira. E, no campo vai ser difícil. O time deles parece que é bom e o nosso também é." Júnior considera que fez uma boa partida contra o Peru. "Fui um bom substituto para o Roberto Carlos, apesar de ter um estilo diferente do dele. Colaborei bem com o Brasil.Cafu, que foi o escolhido de domingo para o antidoping, falou rapidamente também sobre o Uruguai. "Para mim, vai ser outro jogaço, como já foi esse aqui contra o Peru. Eliminatórias é um campeonato bom para se jogar, todos colocam muito amor no jogo, muita disposição. O povo vai gostar."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.