Parreira confirma motivos de sua saída da África do Sul

Treinador confirma que saída da seleção está ligada à luta contra o câncer da esposa Leila

EFE

27 de abril de 2008 | 13h23

O técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira, que deixará o comando da seleção da África do Sul, elogiou seu substituto no cargo - o treinador do Flamengo, Joel Santana - e revelou os motivos pessoais responsáveis por seu desligamento da equipe sul-africana. Parreira comunicou sua demissão em 21 de abril, mas, em entrevista publicada neste domingo, pelo jornal "Sunday Times", disse que estudava a decisão desde dezembro, por motivos pessoais.   O treinador confirmou que esses motivos estão ligados à luta contra o câncer de sua esposa, Leila. "Após 36 anos vivendo juntos, ela é mais que uma esposa: é minha amiga, irmã, todo meu mundo", disse Parreira na entrevista, durante a qual, segundo o jornal, chegou a derramar lágrimas ao falar da mulher.   A esposa de Parreira foi operada de uma mastectomia enquanto o treinador negociava seu contrato com a Associação de Futebol da África do Sul (Safa, em inglês), em meados de 2006, mas só no fim do ano passado o técnico começou a ver chances de voltar ao Brasil. "Pensava que poderia conduzir a situação, mas falhei", acrescentou.   Sobre Joel Santana, cuja contratação foi recomendada por Parreira à Safa, disse que "sabe o que é trabalhar sob pressão".   O atual técnico do Flamengo - que disputa neste domingo a primeira partida da decisão do Campeonato Carioca contra o Botafogo - assumirá o comando da equipe sul-africana no início de maio, mas já tem sido criticado pela imprensa local por sua suposta falta de experiência em dirigir seleções nacionais. "O Flamengo é como uma seleção nacional, tem 35 milhões de torcedores que se autodenominam uma nação. Qualquer um que treinar o clube sabe o que é pressão", afirmou Parreira.   Parreira diz ter recebido várias propostas para voltar ao futebol - chegou-se a especular um interesse do próprio Flamengo -, mas acrescentou que descansará até dezembro, e depois verá como dará continuidade à carreira. "Tenho que reorganizar minha vida", acrescentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.