Parreira dá entrevista em capela de 1754

Carlos Alberto Parreira pode ter vivido muita coisa no futebol, mas certamente não imaginava dar entrevista coletiva numa capela. E não foi num lugar qualquer, mas sim na capela do Monastério Nossa Senhora do Pilar, construído em 20 de janeiro de 1754, em Buenos Aires, onde até 84 viviam freiras. A assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) improvisou uma mesa e encontrou espaço para pôr o painel com a logomarca dos patrocinadores da seleção. Tudo muito estranho. De um lado, o treinador falava, do outro, dezenas de jornalistas perguntavam e, nas paredes, várias estantes com obras de séculos passados decoravam o ambiente. Nada parecia combinar. As salas do Hotel Intercontinental, sede da seleção em Buenos Aires, estavam ocupadas e, por isso, a solução foi utilizar a capela. O monastério localiza-se na parte de trás do hotel, com o qual tem ligação direta. A idéia era colocar os jogadores para falar no mesmo local, mas o espaço era reduzido. Eles acabaram atendendo à imprensa num terraço próximo. Na entrevista, Parreira voltou a dizer que dará força para o quarteto ofensivo - formado por Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano -, que teve ótima atuação na goleada sobre o Paraguai por 4 a 1, domingo, em Porto Alegre. "O trabalho do treinador é aproveitar o material humano que tem", comentou. Sua declaração de que o clássico entre Brasil e Argentina, amanhã, não passa de um "amistoso de luxo" segue fazendo muito barulho em Buenos Aires, mais até do que a afirmação de Roberto Carlos de que "Robinho é o novo Garrincha". O elenco fez leve treino, hoje à tarde, no Monumental de Nuñez. Na noite de amanhã, assim que o jogo acabar, a delegação embarcará, em vôo fretado, de volta para o Brasil.

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