Parreira diz "não" para o Santos

Num telefonema para Carlos Alberto Parreira, o técnico do Santos, Alexandre Gallo, pediu nesta sexta-feira a liberação de Robinho e Léo para o jogo do dia 15, contra o Atlético-PR, pela Copa Libertadores. Em tom amistoso, o treinador da seleção brasileira não atendeu à solicitação e explicou que já abrira exceção na semana passada, quando Robinho e Ricardinho foram liberados da semana de treinamentos em Teresópolis para participar da primeira partida do Santos com o time paranaense, pelo torneio sul-americano. Parreira disse a Gallo que só pôde fazer um treino com a equipe completa para enfrentar o Paraguai, por causa da presença de Robinho e Ricardinho apenas na quinta-feira passada, na concentração da seleção. "Eu lhe expliquei que havíamos feito uma concessão, com risco naquela oportunidade. Ele entendeu meus argumentos, assim como eu compreendo a preocupação do Santos", contou Parreira, pouco antes de seguir para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. Ele seguiria no final da noite para a Alemanha, onde o Brasil vai disputar a Copa das Confederações a partir do dia 16 - a estréia será contra a Grécia, campeã européia. De acordo com Parreira, a comissão técnica da seleção temeu que uma eventual contusão de Robinho pudesse tirá-lo do jogo com o Paraguai. Com a ausência de Ronaldo nos últimos dois jogos das eliminatórias do Mundial de 2006, o atacante do Santos passou a ser referência no setor da equipe. "E se ele se contunde? Quem seria cobrado? Podia ter acontecido. A seleção ficaria prejudicada, desfalcada naquele momento de um jogador muito importante. Anos atrás, era impensável pensar em liberar alguém para jogos de eliminatórias." O técnico passou o dia em casa, na Barra da Tijuca, arrumando as malas para a viagem à Alemanha. Disse que a expectativa pelo desempenho do Brasil na Copa das Confederações é grande e que a Europa acompanhará com muito interesse a competição. "Só pela presença do Brasil, a seleção de futebol mais importante do mundo, o torneio cresce em apelo. E a mobilização na Alemanha está grande."

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