Parreira diz não se arrepender da estratégia adotada na Copa

Apesar da eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha, o técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, declarou que não se arrependeu da estratégia adotada para disputar a competição. Ele foi muito atacado por não mudar a equipe mesmo com as atuações discretas nos confrontos anteriores. "Não há o que se arrepender, porque fiz tudo que queria fazer. Sempre disse isso, independente do resultado final, iríamos atuar da maneira que desejássemos", comentou o treinador, que é adepto do futebol resultado ao invés do show. "Assumo os erros. Quando uma equipe sai vencedora, é talento dos jogadores. Mas quando não ganha, a culpa é do treinador. O roteiro já estava preparado", acrescentou. Apesar da derrota por 1 a 0, que ocasionou a eliminação do Brasil, o comandante disse que já sabia como a França iria atuar. "O modo como eles atuaram não me surpreendeu. Sabia que viriam com nove jogadores atuando atrás e dificultando as nossas investidas, como já haviam feito contra a Espanha [vitória por 3 a 1, nas oitava-de-final]. O time deles tem paciência para defender e não se apressam para atacar. O problema foi que cedemos muito espaço no campo de defesa", analisou. Segundo Parreira, as jogadas aéreas foram fundamentais para o resultado do confronto. "As jogadas de bola parada acabaram decidindo o jogo. O Zidane é um especialista nisso. Eles também abusaram do lançamento longo para o Henry. Mas só acabaram conseguindo [o gol] num erro nosso". Sobre as alterações ao longo do confronto, o treinador defendeu o esquema adotado - mesmo perdendo, ele demorou para alterar o time. "Não faltaram homens de frente. O Robinho vinha de uma contusão, não havia chutado uma bola. Embora tivesse sido liberado pelo departamento médico, era complicado começar jogando. As substituições foram acertadas, só não tiveram efeito por causa da postura da França, que estava com nove homens atrás da linha de bola", justificou. Ele, no entanto, admitiu que a seleção brasileira não apresentou seu melhor futebol. "Nos defendemos muito. A equipe que vimos hoje não é a que esperávamos. O ataque sempre teve muitas dificuldades em todas as partidas porque as equipes que enfrentamos só se preocupavam em se defender e colocavam diversos jogadores atrás". Carlos Alberto Parreira também reconheceu que a preparação para a competição não foi a ideal. "Faltou mais preparação, mais parte física, mais entrosamento. Essa equipe jogou muito pouco. Só um jogo amistoso em oito meses [contra a Rússia, em Moscou]. Esperávamos que o time crescesse ao longo da competição."

Agencia Estado,

01 Julho 2006 | 19h33

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