Parreira diz que 7 a 1 foi 'aleatório' e admite pouco tempo de treinos

Parreira diz que 7 a 1 foi 'aleatório' e admite pouco tempo de treinos

Ex-coordenador técnico da seleção brasileira afirma que é preciso virar a página, mas fala que 14 dias de preparação foram poucos

O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2014 | 12h10

Por mais que quase quatro meses tenham se passado desde a goleada por 7 a 1 sofrida pelo Brasil para a Alemanha, a semifinal da Copa do Mundo de 2014 ainda é assunto no País. Ex-coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira disse nesta sexta-feira que o resultado nunca mais vai acontecer e enfatiza que é necessário virar a página.

"Vai marcar para sempre o futebol brasileiro, mas não podemos ficar vivendo daquele 7 a 1. Aconteceu, foi um desastre, decepcionou todos nós, jogadores, torcedores. Mas foi aleatório, nunca mais vai acontecer novamente. Nunca aconteceu em uma semifinal, ainda mais com o Brasil, dono da casa", afirmou Parreira, em entrevista ao canal Sportv.

Mesmo assim, Parreira acredita que é importante separar o Mundial no Brasil do desempenho da seleção. "Tem o Mundial, Copa do Mundo, que acabou sendo um sucesso absoluto. Temíamos que fosse um fracasso, mas quando ela ocorreu não houve nenhuma notícia desastrosa. Tem a participação da seleção brasileira, que eu não diria decepcionante, mas não foi aquilo que esperávamos e queríamos".

Para explicar o porquê do Mundial da seleção brasileira ter sido abaixo do esperado, o ex-coordenador aponta o pouco tempo que a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari teve para treinar na Granja Comary, em Teresópolis. De acordo com ele, a falta de ritmo e os altos e baixos da maioria dos jogadores titulares durante a temporada atrapalharam a preparação do time na Copa do Mundo.

"Não quero procurar desculpa, mas foi a menor preparação entre pelo menos as últimas dez Copas. Apenas 14 dias. Jogadores como Paulinho, David Luiz, Willian e Oscar eram praticamente reservas e não vinham jogando. Fred estava machucado, ficou período longo sem jogar. Jô tinha altos e baixos. Vários jogadores não estavam em seu melhor momento físico. Daniel (Alves) entrava e saía no Barcelona. Marcelo saía no Real. São sete jogadores. Como vai trocar? Já estavam acostumados, entrosados, dentro de um esquema. Foi pouco tempo para preparar uma seleção para uma Copa que foi muito intensa. Os jogadores sentiram essa falta de ritmo", explicou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.