Parreira diz que 'está na hora de a Espanha cair'

Decidir um título no Maracanã, 63 anos depois da histórica derrota para o Uruguai, na final do Mundial de 1950, e 24 anos após o triunfo sobre os mesmos uruguaios na decisão da Copa América de 1989, não traz a obrigação da vitória para a seleção de Felipão. Para a comissão técnica da equipe, a carga maior de responsabilidade recairá sobre a Espanha, atual campeã do mundo e bicampeã europeia. Mas o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira diz que está na hora de os espanhóis sofrerem uma derrota.

SÍLVIO BARSETTI, Agência Estado

28 de junho de 2013 | 10h19

A Espanha não perde uma partida há 29 jogos e, segundo Parreira, o Brasil vai acabar com a invencibilidade dos atuais campeões do mundo. "Está na hora e vai acontecer", disse.

Os espanhóis asseguraram nesta quinta-feira a vaga na final ao derrotar a Itália por 7 a 6 nos pênaltis, em Fortaleza, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Parreira comemorou a classificação espanhola e projetou como vai ser a decisão.

"Esse era o jogo que o mundo todo esperava. A gente não escolheu adversário para essa final. Mas já que veio a Espanha, é muito bem-vinda. O Brasil está num momento sensacional, time ganhou confiança, tem uma cara, o Felipão fez um trabalho maravilhoso durante um mês, estamos há cinco jogos sem perder, jogando contra campeões do mundo. Temos uma grande expectativa, sabendo que iremos jogar muito bem", disse Parreira, em entrevista para a TV Globo, na noite da última quinta-feira.

O coordenador técnico ressaltou que o Brasil vai entrar no Maracanã para vencer, "como manda a tradição". "Trata-se de um clássico e ninguém pode supor que a seleção não vai jogar em busca do título." De acordo com Felipão e Parreira, os jogadores podem - e até devem - sentir o "peso" da decisão, mas vão ser alertados de que uma eventual derrota para a Espanha não mudará rigorosamente nada no planejamento para o Mundial de 2014.

"Empenho, dedicação, luta. Isso tudo eles mostram em todos os jogos. Agora, é para atuar com leveza e tranquilidade. Embora isso seja fácil somente no discurso", prosseguiu Parreira.

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