Parreira diz que não premiou indisciplina

O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, negou hoje que a convocação do zagueiro Cris, do Cruzeiro, realizada no domingo, tenha sido um prêmio a sua indisciplina. Durante o embarque para Paris, onde na quinta-feira, o Brasil enfrenta a França, no amistoso comemorativo do Centenário da Fifa, o treinador frisou que o atleta foi chamado por sua experiência. Cris foi suspenso por 270 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Mineira de Futebol, por ter brigado com o goleiro Eduardo e o meia Tucho, ambos do Atlético-MG, na decisão do Campeonato Estadual. Mas está podendo jogar as competições nacionais por ter obtido um "efeito suspensivo". "Ele não foi premiado. Estamos pensando à frente, já que fomos surpreendidos com as contusões de Lúcio e Juan", afirmou Parreira, que revelou o desejo de manter o atleta relacionado para as partidas pelas Eliminatórias contra a Argentina, dia 2 de junho, e o Chile, dia 6. "E, de todos os zagueiros que andam por aí, Cris é o mais experiente e isso contou a seu favor." Ao chegar ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, hoje à noite, acompanhado por seu companheiro de time, o meia Alex, Cris não escondeu a surpresa por ter sido relacionado. Mas, comemorou o fato de os episódios violentos não terem influenciado na decisão de Parreira. "Isso provou que Parreira me chamou por causa das minhas atuações", disse o zagueiro do Cruzeiro. Em seguida, comentou a manchete do diário esportivo argentino Olé, que escreveu: "Parreira convocou nosso amigo". O título se refere ao gol contra de Cris, aos 40 minutos do segundo tempo, que deu a vitória argentina sobre o Brasil, por 2 a 1, no confronto pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. "Isso sempre vai existir, mas é passado. Já passou. Se precisar jogar, estou tranqüilo." Sobre o time que atuará na Europa, contra a França, e no dia 25, em Barcelona, contra a Catalunha, Parreira contou que a intenção é a de manter a mesma equipe que atuou na goleada sobre a Hungria. Edmílson permanece no meio-de-campo, como volante, ao lado de Juninho Pernambucano, Káká e Zé Roberto. Como ficou sem Juan, Cris e Luisão disputarão a vaga na zaga brasileira, formada ainda por Dida no gol, Cafu, Roberto Carlos e Roque Júnior. Completam a seleção, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. "Mesmo sem Juan, a idéia é a de manter o Edmílson no meio-de-campo.Não quero mexer na equipe que venceu a Hungria", frisou Parreira."Precisamos acertar o time. E vamos aproveitar esses amistosos."

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