Parreira e Zagallo advertem Ronaldinho

O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, e o coordenador da equipe, Zagallo, já esperavam pela vitória de Ronaldinho Gaúcho na eleição da Fifa de melhor jogador do mundo em 2004. "Surpresa seria um resultado diferente", comentou Zagallo. Os dois elogiaram o meia-atacante da seleção, destacando as qualidades dele. Mas fizeram uma advertência pública a Ronaldinho Gaúcho. Parreira disse que vai conversar com ele, na primeira oportunidade, para ressaltar que precisa jogar o que sabe, sem inventar. "Vou dizer ao Ronaldinho que ele não deve tentar ser o melhor do mundo quando pegar a bola. Tem que encarar a realidade, atuar objetivamente e, em campo, esquecer esse título", comentou o treinador da seleção. Para Zagallo, o meia-atacante tem de manter a humildade. "Ele não pode ser um jogador-show. Se for assim, não vai produzir. Futebol não é só malabarismo", afirmou o coordenador. "Ele tem que saber tocar a bola, participar do jogo. Técnica e habilidade, o Ronaldinho Gaúcho tem de sobra. Mas isso não basta." Ainda de acordo com Zagallo, o atleta merecia a conquista por tudo que fez em 2004 e pela evolução de seu futebol notadamente depois do pentacampeonato mundial, no Japão. "Ele é um craque, isso ninguém discute. Tem tudo para crescer ainda mais e estamos muito felizes com esse prêmio." Parreira citou a ascensão do Barcelona ultimamente como um fator favorável à eleição de Ronaldinho Gaúcho e fez questão de dizer que a seleção brasileira se sente orgulhosa de ter em sua equipe aquele que foi escolhido por vários esportistas como o melhor do mundo. "Isso é muito bom para ele, para nós e para o futebol brasileiro. Estamos orgulhosos."

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