Parreira: "faltou consciência de grupo"

"Muito oba-oba", "excesso de brincadeiras", "falta de experiência" e "imaturidade" foram os principais problemas detectados para a não classificação do Brasil aos Jogos Olímpicos de Atenas, durante a reunião entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e a comissão técnica da seleção principal, hoje à tarde, na sede da entidade, na Barra da Tijuca. De acordo com o técnico Carlos Alberto Parreira, também faltou uma "consciência de grupo". "Ficou provado que só com talento e qualidade não se vai a lugar nenhum", frisou Parreira. "A tônica da nossa reunião foi a de que este episódio sirva de alerta para todos, inclusive, à seleção principal." Tanto Parreira quanto o coordenador-técnico Zagallo afirmaram que os jogadores não ficarão "marcados" por deixarem de obter a classificação olímpica. Zagallo recordou o insucesso nos Jogos de Atlanta, em 1996, quando foram eliminados na morte súbita, pela Nigéria, após o Brasil vencer a partida até os dez minutos finais, por 3 a 1. "Aquela seleção tinha Rivaldo, Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno. Eles perderam e depois foram campeões do mundo. Isso acontece na carreira de jogador", lembrou Zagallo. Ele e Parreira ainda frisaram que o meia Diego e o atacante Robinho, do Santos, "não tinham" a responsabilidade de comandar o time. "Uma coisa é o projeto olímpico que não deu certo e a outra é a seleção principal. Por isso, sempre optamos por esperar que esses jogadores sejam maturados, porque a camisa amarelinha pesa", disse Parreira. "Ninguém desse grupo está queimado e amanhã pode voltar à seleção. Já Zagallo foi enfático ao afirmar que o excesso de brincadeiras também foi prejudicial. "Brincadeira tem limite e ela tem que ser mais contidas", frisou.

Agencia Estado,

26 de janeiro de 2004 | 19h59

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