Parreira ganha opção na lateral-direita

Em qualquer mesa redonda do final da noite de domingo, virou clichê afirmar que o Brasil não forma laterais-direitos para brigar pela vaga na seleção brasileira com Cafu. Só que o futebol europeu está acabando com esse chavão. Carlos Alberto Parreira nunca esteve tão bem servido para o setor."Eu tenho acompanhado o crescimento técnico de vários atletas da posição. E o que mais me impressiona é a variedade de estilos. O Cafu é um jogador fora de série, só que o Brasil precisa estar preparado para qualquer emergência na Copa de 2006", alerta o treinador da seleção.O jogador que está despertando a atenção da comissão técnica, dos torcedores europeus e até dos companheiros de time é Daniel Alves. O baiano de 21 anos tem tido atuações marcantes na Espanha, pelo Sevilla."Ele se tornou o nosso desafogo, nossa principal opção de contragolpes. O Daniel atua como verdadeiro ponta direita. Se continuar jogando o que tem mostrado, logo vai brigar por uma posição na seleção brasileira", aposta Júlio Baptista, titular do Sevilla e que vem sendo convocado constantemente por Parreira. " O Cafu é o titular absoluto, mas o Daniel pode lutar para ser o eventual reserva na deleção."Outro lateral que deixou de ser revelação e se firmou é Maicon. O jogador conseguiu ser destaque no Campeonato Francês, defendendo o Monaco. Desde a Copa América do Peru, em 2004, caiu nas graças do técnico da seleção brasileira."Ele alia força física e velocidade. O Maicon é um atleta que cresceu muito nos últimos anos. Sua evolução é evidente", elogia Parreira."Estou na Europa, mas quero me firmar na seleção. Embora as pessoas afirmem que não existe competição pela lateral direita, o Brasil está muito bem servido. E não é só o Cafu, não. Tem gente boa chegando e querendo eu espaço", diz Maicon.Mancini, da Roma, vive situação contrária. Ele é cultuado na Itália e criticado até não poder mais por membros da comissão técnica da seleção brasileira. Convocado para a Copa América, deveria ter sido titular absoluto. Acabou na reserva de Maicon. Seu comportamento o prejudicou. Ele deixou de sorrir e ficou a competição inteira constrangido e irritado, fugindo das entrevistas."O Mancini atua de maneira excelente na Roma. É um ala, quase ponta. A vantagem de jogar em um clube é que há o entrosamento com os companheiros. Na seleção ele não conseguiu mostrar o mesmo nível. Mas continua nas cogitações, sim", assegura Parreira.Embora poucas pessoas tenham a coragem de afirmar que são fãs de Belletti, o titular do Barcelona aposta que continuará como reserva de Cafu. Ele troca a técnica pela força. "Eu estou fazendo o meu trabalho e espero reconhecimento. Não é qualquer um que é titular do Barcelona. O Parreira entende de futebol e não se deixa impressionar por críticos que me perseguem", desabafa o atleta.

Agencia Estado,

19 de fevereiro de 2005 | 09h43

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