Parreira: "Leônidas foi pioneiro"

A morte de Leônidas da Silva deixou consternado um de seus companheiros na seleção brasileira e adversário na época em defendia o São Paulo, o ex-meia do Palmeiras Jair Rosa Pinto. O técnico Carlos Alberto Parreira também lamentou a perda daquele que foi um dos "pioneiros" em consagrar a fama dos atacantes brasileiros.Jair Rosa Pinto lembrou com tristeza que o Diamante Negro deveria ter sido o atacante titular da seleção brasileira que disputou a Copa de 1950, no Brasil. De acordo com o ex-jogador do Palmeiras, Leônidas só foi cortado do Mundial por uma vingança do técnico Flávio Costa."Ele foi cortado por conta de uma besteira, em 1945, quando simulou um contusão para não jogar. Apareceu com o joelho engessado, mas foi tudo mentira", recordou Jair Rosa Pinto. "Desde então, o homem (Flávio Costa) ficou com raiva dele. O chamou em 1946 e 48, mas o deixou no banco de reservas." Para Jair Rosa Pinto, Leônidas nunca havia se aplicado tanto para disputar uma competição como a Copa de 50. Durante a preparação da seleção, em São Januário, o jogador havia demonstrado várias vezes o desejo de ser campeão do mundo."O Leônidas foi o último a ser cortado em 1949. Saiu de São Januário chorando, ao saber que não iria disputar a Copa do Mundo", afirmou Jair Rosa Pinto, que confessou ser um admirador do Diamante Negro. "E isso o magoou bastante. Não sei o que acontecia com ele, mas arrebentava nos clubes e na seleção não se cuidava. Acho que era porque não gostava do treinador." O atual técnico da seleção brasileira também exaltou a performance de Leônidas em campo. Parreira lembrou que só encontrou o Diamante Negro uma vez, em Atibaia, há cerca de 10 anos, quando dirigia o Bragantino."Ele foi o artilheiro da Copa de 1938 e conheci a história dele. Um dos maiores jogadores do Brasil e do mundo", frisou Parreira. "Ele foi um dos pioneiros que abriram caminho para Zizinho, Ademir da Guia e Pelé."

Agencia Estado,

24 de janeiro de 2004 | 20h48

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