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Parreira luta contra o "convoca/desconvoca"

Convoca, desconvoca, desconvoca, convoca. Essa situação não é exatamente uma novidade para o técnico da seleção brasileira,Carlos Alberto Parreira. Desde que assumiu o cargo, vira-e-mexe ele temde abrir mão de um jogador porque o clube não o liberou ou exigiu suavolta ? algo que ocorre normalmente quando o atleta pertence a umaequipe da Europa ?, ou porque, quando o relacionado atua por um timebrasileiro, não quer prejudicar essa agremiação nas competições em queestá envolvida. Mas nessa convocação para os amistosos contra França eCatalunha e também para as partidas oficiais contra Argentina e Chile(pelo menos esse era o plano inicial), a ?coisa extrapolou??. Parreira teve de fazer diversas mudanças na relação inicial, pelos mais variados motivos. E está convivendo até com uma situação rara: o Milan, quehavia exigido as voltas de Dida, Kaká e Cafu, pois o jogo com oscatalães é um mero amistoso, se ?arrependeu?? e mandou os três de voltapara a seleção. Eles retornam domingo.A conseqüência de tantos problemas é que 29 jogadores diferentes foramchamados até agora para esta série de quatro partidas. E o treinadorviu-se até diante de uma situação insólita, no caso do goleiro Marcos.Ele estava na lista inicial, foi desconvocado porque o Palmeiras estavaenvolvido na Copa do Brasil e ontem foi chamado de novo, pois oMilan tinha pedido Dida de volta. Resultado: a seleção, que naterça-feira passada só tinha um goleiro disponível para treinar (Fábio,do Vasco, chamado para o lugar de Marcos), terá três jogadores daposição a partir deste domingo. Isso se não acontecer nova mudança, claro.Parreira também teve de liberar jogadores por conta de contusões(casos dos zagueiros Lúcio e Juan) e por causa da participação de suasequipes na Copa do Brasil (além de Marcos, Felipe, do Flamengo), ou naLibertadores (Luís Fabiano, do São Paulo). E neste fim de semana nãoconta com quase ninguém, até porque nada menos que 11 dos convocadosestão com seus times em competições na Espanha, França, Inglaterra eAlemanha.Experiente, o técnico prefere não reclamar. Pelo menos ostensivamente.?Esse tipo de situação não é o ideal, mas não vou ficar lamentando.Procuro seguir um conselho que me foi dado por um amigo: ?Não reclamede um problema e sim enfrente-o?.??O ?consolo?? de Parreira é o fato de que nenhum clube pode impedir osjogadores convocados para jogos das Eliminatórias de apresentarem-se àseleção. ?Aí não tem conversa. Vou contar com todos que convocar. E aregra da Fifa e tem de ser cumprida.??Dessa forma, a partir do dia 28, quando começa a preparação para osjogos contra argentinos e chilenos, Parreira terá todos os convocados àsua disposição. Mas quantos serão: 22? 25? Os 29 chamados até agora? Otreinador até considera a possibidade de levar todos eles para a GranjaComary. Até para não desmotivar um jogador convocado em uma situação deemergência, deixando-o de fora na ?hora do filé??. ?Essa é uma possibilidade. Para os treinos, posso levar quantos quiser. Nos jogos eu só posso inscrever 22. Mas isso é outra história, vamos ver??, disse Parreira, que pode se ver obrigado a ?inchar?? a seleção por conta dascircunstâncias. Mas que, mesmo convocando tantos jogadores, raramentetem tido 22 à disposição quando tenta realizar um treinamento.

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