Parreira não se incomoda com as críticas

Carlos Alberto Parreira não tem medo de ser criticado no caso de o Brasil fracassar contra a Argentina, quarta-feira, no Mineirão. O técnico anda tão tranqüilo, seguro de que faz um grande trabalho na seleção, que até despreza os críticos. E não se entusiasma também com a onda de otimismo que cresceu depois dos amistosos contra a França e Catalunha. "Sinceramente, seja qual for o resultado contra a Argentina, nada vai mudar. Não há motivo para otimismo exagerado como também não havia motivo para um negativismo tão exacerbado. Há um trabalho, só isso. E o tempo está mostrando que estamos no caminho certo." O técnico lembrou que não havia um grande problema na seleção, como os críticos levantaram depois dos últimos resultados nas Eliminatórias - empates contra o Paraguai (0 a 0) e Uruguai (3 a 3). "Não era problema com o treinador, esquema tático, nem jogadores. O trabalho está sendo bem feito e os resultados estão aparecendo. E a conseqüência é que temos todas as condições de fazer um grande jogo contra a Argentina e vencer a partida. Vale a liderança, três pontos. Estamos disputando vaga da Copa." Confiança de sobra e alguma cautela para definir o time. A dúvida maior está na zaga: Juan e Roque Júnior se recuperam de contusões. "O Roque está bem e vai jogar", garantiu Parreira, que elege entre Luisão e Juan o parceiro de Roque. Na meia, Kaká ou Alex. A seleção deve jogar com Dida; Cafu, Luisão (Juan), Roque Júnior e Roberto Carlos; Edmílson, Juninho Pernambucano, Kaká (Alex) e Zé Roberto; Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

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