Parreira: "Ninguém queria ser mais campeão do que eu"

O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, reafirmou nesta segunda-feira, em entrevista coletiva na sede da CBF, que não tomou uma decisão sobre seu futuro no cargo, e disse que é a pessoa mais triste do Brasil nesse momento em que a seleção está fora da Copa do Mundo. "Ninguém aqui queria ser mais campeão do mundo do que eu. Ninguém, eu duvido disso. Lamento muito que o Brasil não esteja disputando o hexa", afirmou. Ele voltou a condicionar seu futuro a uma conversa com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que é dirigente também da Fifa e só volta ao Brasil depois da final da Copa, que será disputada no domingo. "A impaciência é muito grande. Só vou tomar uma decisão depois de conversar com o presidente da CBF, então não há qualquer coisa a ser anunciada antes disso." A seleção volta a jogar no dia 16 de agosto, num amistoso contra a Noruega, em Oslo. Parreira disse que a chuva de críticas a seu trabalho nos últimos dias é natural pelo calor da derrota e não deve ser levada em conta. "A gente não tem que se basear no que diz o torcedor agora. Durante três anos e meio o trabalho foi elogiado e não é um resultado que vai apagar tudo isso", afirmou o treinador, que lembrou as conquistas da Copa América, em 2004, e da Copa das Confederações, em 2005. "Nunca vi técnico que perde a Copa do Mundo ser elogiado", ironizou. Sem crucificar Questionado sobre a falha de Roberto Carlos no lance que ocasionou o gol da França - o lateral se abaixou para ajeitar a meia em vez de acompanhar o atacante Henry -, Parreira admitiu o erro, mas não quis crucificar o camisa 6. "Não vamos arrumar bode expiatório onde não existe. Nós perdemos, a França ganhou. Se ninguém errasse e todo mundo fosse perfeito, todos os jogos seriam 0 a 0. Foi uma falha, sem dúvida, um dia eu vou conversar com ele para saber o que houve", afirmou Parreira. O técnico negou que tenha havido um relaxamento do grupo, formado por estrelas como Ronaldinho Gaúcho, melhor jogador do mundo nos últimos dois anos, e Ronaldo, artilheiro da última Copa. "O jogador gosta de ganhar, gosta de ser campeão do mundo, não existe isso de relaxamento ou falta de garra. Tem dias que as coisas não dão certo", explicou. Sobre o processo de renovação da seleção, Parreira disse que rele deve começar "o quanto antes", mas disse que não pode haver radicalização nem pressa. "É uma geração vencedora, que evidentemente vai ficar marcada por esse jogo contra a França, até que o Brasil ganhe outra Copa."

Agencia Estado,

03 Julho 2006 | 14h11

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