Parreira pede: não comparem os jogos

Nem Carlos Alberto Parreira conseguiu ver aspectos positivos no jogo desta terça-feira. O treinador não morre de amores por duelos contra equipes, por considerá-los desgastantes, mas costuma ser otimista, pela oportunidade de reunir os jogadores. Desta vez, porém, saiu de campo mais convencido de que é melhor enfrentar seleções e não correr riscos contra formações de clube. De preferência, com seu time descansado."O ideal era voltar a jogar na quarta ou na quinta-feira", ponderou o treinador. "O cansaço costuma bater no segundo dia depois de uma apresentação, e foi o que aconteceu aqui", explicou. "Jogamos em Brasília, viajamos, nem tivemos tempo para treinar", recordou. "Por isso, não há nem o que compararmos entre a exibição de domingo e esta na Espanha."Embora tenha constatado o óbvio, Parreira tratou também de exaltar o adversário - "que não é bobo", conforme sua avaliação. O mérito do Sevilla estaria na empolgação pela festa, no entrosamento e no fato de ter jogadores de seleção. "Nossos rivais têm o Luís Fabiano, o Daniel, o Saviola", enumerou. E ainda esqueceu de Adriano, ex-Coritiba, que fez parte do grupo que no ano passado conquistou a Copa América, com o Brasil e sob seu comando.A derrapada praticamente anunciada em Sevilha reforçou a intenção de Parreira de não abrir mão de força máxima, nas partidas contra Bolívia e Venezuela, no encerramento das Eliminatórias na América do Sul. Com a classificação para a Copa já garantida, pretende aproveitar os dois momentos para reforçar observações, fazer ajustes no time e, principalmente, testar opções para o quarteto mágico. Isso pressupõe a convocação de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e Adriano. "São mais quatro jogos até o fim do ano, contando com dois amistosos, e quero ter à disposição sempre o que houver de melhor", adiantou.Ronaldinho Gaúcho já se colocou à disposição. O astro disse que atenderá a todos os chamados, e promete futebol bem melhor do que o desta terça. "A maior parte do grupo estava cansada", recordou. "No fim das contas, o empate foi bom: eles festejaram 100 anos e nós comemoramos a vaga."

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