Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Parreira prevê 'um jogo complicadíssimo' contra o Uruguai

Coordenador técnico destaca que o time uruguaio mantém base da equipe 4ªcolocada no Mundial de 2010

ALMIR LEITE E SILVIO BARSETTI - Enviados Especiais, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2013 | 07h47

SALVADOR - O Uruguai, adversário do Brasil na semifinal da Copa das Confederações, é tratado pela seleção de Luiz Felipe Scolari como o adversário mais difícil da competição até o momento. Pela tradição, rivalidade e característica da partida de quarta-feira, no Mineirão, o jogo decisivo ganha em emoção e expectativa. Se houver empate, Brasil e Uruguai disputarão prorrogação de 30 minutos. Se a igualdade permanecer, o vencedor do confronto será conhecido em cobranças de pênaltis.

“Têm a base do time da Copa de 2010, com a força do ataque formado por Forlán, Cavani e Luís Suarez; o Lugano na zaga, o goleiro Muslera, o Arévalo no meio. Vai ser um jogo complicadíssimo”, disse o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. Naquele Mundial, o Uruguai foi o sul-americano mais bem classificado. Chegou à semifinal, num jogo em que perdeu para a Holanda por 3 a 2.

Parreira minimizou o que se convencionou chamar Maracanazzo – a derrota histórica do Brasil para a Celeste na final da Copa do Mundo de 1950, no Rio. “Entre os nossos jogadores, ninguém fala sobre isso. Até porque nas últimas décadas tivemos vitórias expressivas sobre o Uruguai”, declarou, referindo-se, em especial, à das eliminatórias para o Mundial de 1994, em que o Brasil, sob seu comando, venceu o rival por 2 a 0, também no Maracanã, com um show de Romário, e garantiu a classificação.

Para o atacante Fred, o clássico é imprevisível. “Nós vamos ter uma pedreira pela frente e temos de continuar trabalhando com a mesma seriedade.” Ele desencantou na Copa das Confederações, sábado, contra a Itália, ao marcar duas vezes na vitória do Brasil por 4 a 2. “O Uruguai usa a camisa, a tradição, em jogos com a nossa seleção. Isso também serve como motivação para nós.”

Não só Forlán. O zagueiro Thiago Silva, um dos destaques da seleção brasileira na competição, já sabe que seu papel na quarta-feira pode ser fundamental para a equipe avançar à final. “Falar do Uruguai é fácil. Todos conhecem. É uma equipe muito forte. Tem compactação legal entre meio e defesa e um jogador acima da média, o Forlán”, comentou. “Como neutralizá-lo? A gente ainda vai conversar bastante com a comissão técnica até a hora do jogo. Mas nosso cuidado não deve ser só com o Forlán, é com todo o time uruguaio.”

Segundo Paulinho, que volta ao time após torção do tornozelo esquerdo, o jogo no Mineirão tem de ser de “paciência”. “É tentar dar o bote na hora certa e errar o menos possível.”

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