Parreira quer evitar clima de revanche

Evitar que o sentimento de "revanche" tome conta dos jogadores da seleção brasileira contra os franceses e aproveitar os dez dias reunido com o grupo na Europa para treiná-lo são os principais objetivos do técnico Carlos Alberto Parreira, nos amistosos em Paris, quinta-feira, e contra a Catalunha, dia 25, em Barcelona. A equipe embarca nesta segunda-feira à tarde para Paris e, após os confrontos, retorna ao Brasil e ficará concentrada na Granja Comary, em Teresópolis, para as partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006 contra a Argentina, dia 2 de junho, em Belo Horizonte, e o Chile, dia 6, em Santiago. Neste domingo, o zagueiro Cris, do Cruzeiro, foi convocado. "O que passou, passou", disse Parreira, se referindo à final da Copa do Mundo de 1998, quando o Brasil foi derrotado pela França, por 3 a 0, no mesmo local da partida comemorativa do Centenário da Fifa, o Stade de France - Saint Denis. "Vai ser um belo amistoso, de grande rivalidade, entre os dois últimos campeões mundiais. Mais importante que o resultado é dar seqüência ao trabalho." O coordenador-técnico da seleção, Zagallo, treinador do time vice-campeão Mundial em 1998, concordou com Parreira, frisou que o episódio foi superado e disse preferir se lembrar do confronto contra os franceses na Copa do 1958, na Suécia. "É melhor lembrar do filme de 1958, quando ganhamos por 5 a 2 e fomos campeões." Na história dos confrontos entre os dois países, no total de 11 jogos, o Brasil venceu 5, empatou 3 e perdeu outras 3. Mas, neste primeiro momento, Parreira não está preocupado com o resultado do amistoso contra a França. Para o treinador o importante é que a equipe tenha um bom desempenho em campo e não fique desmotivada para enfrentar Argentina e Chile. "Precisamos pensar sempre que o nosso objetivo é o de classificar para a Copa do Mundo. Esses jogos contra a França e a Catalunha são importantes para nos dar motivação mas, acima de tudo, porque também poderemos treinar o grupo", afirmou Parreira. Por causa dos dois amistosos, o treinador terá a oportunidade de ficar reunido com os jogadores por dez dias seguidos e poderá realizar um total de cinco treinamentos. A primeira movimentação já será comandada por Parreira nesta terça-feira à tarde. Neste primeiro encontro, o técnico não contará com o lateral-direito Cafu, o goleiro Dida, o lateral-esquerdo Júnior, além do atacante Adriano, que participarão de um jogo beneficente e se apresentarão na quarta-feira. Após o confronto contra a França, a seleção segue na sexta-feira para a Espanha , e nos dias 22, 23 e 24, treina no CT do Barcelona, para a partida do dia 25, contra a Catalunha. Ao final do amistoso, o grupo retorna ao Brasil, chega no dia 26, folga dois dias e volta a ser reunir na Granja Comary. "É uma excelente oportunidade para fazer observações na equipe, dar maior entrosamento ao grupo, porque bons desempenhos em campo são frutos de um trabalho coletivo", argumentou Parreira, que ficará na Granja Comary com a seleção até o dia 31, quando o time embarca para enfrentar os argentinos, em Belo Horizonte. Convocação - Parreira convocou neste domingo o zagueiro Cris, do Cruzeiro, porque provavelmente será obrigado a desconvocar Juan, do Bayer Leverkusen. O atleta do time alemão comunicou ao médico da seleção, José Luiz Runco, que está com uma mialgia. Ele passará por uma avialiação em Paris, nesta terça, para que seu problema seja diagnosticado pelo profissional brasileiro e seu corte ser oficializado. Desde que convocou a seleção para a série de quatro jogos, Parreira vem enfrentando problemas para ter os jogadores a sua disposição. Já foram cortados dos amistosos a pedido de seus clubes: o goleiro Marcos (Palmeiras), Felipe (Flamengo) e Luis Fabiano (São Paulo). Já o zagueiro Lúcio, do Bayer Leverkusen, saiu por causa de contusão.

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