Parreira quer medir forças com rivais

O Brasil está na Copa das Confederações para medir forças com Argentina e Alemanha, os principais favoritos ao título do Mundial de 2006. Quem garante é Carlos Alberto Parreira. O técnico da seleção alerta para o alto nível da competição que começa quarta-feira - a estréia brasileira será na quinta, contra a Grécia, em Leipzig. E revela que não deve fazer grandes experiências no time. A hora é de mostrar poder contra argentinos e alemães."Não tem desculpa, o clima é de Copa do Mundo. Mesmo cenário, a temperatura é essa, 14 graus, que estamos enfrentando hoje. Nada daquele calor que joga contra os europeus. Vai ser assim no ano que vem. Estamos na casa deles. E os três favoritos mais fortes ao Mundial - Brasil, Argentina e Alemanha - estão muito bem preparados. O Brasil veio para ser campeão, é até redundante falar isso novamente", afirma Parreira.O técnico brasileiro lembra que os alemães, apesar de muita desconfiança dos analistas e torcedores, estão com outra postura desde que Klinsmann assumiu o comando da seleção há um ano. "Jogam em casa, com todo apoio da torcida, e querem provar que são candidatos ao título de 2006. O time ficou mais ofensivo", avalia. Em relação aos argentinos, nem foi necessário contar muita coisa. "Eles, ao lado do Brasil, reúnem o maior número de jogadores talentosos do mundo. Estão em um alto nível e mostraram em Buenos Aires (3 a 1 nos brasileiros) que têm força", diz Parreira.Diante de dois adversários duros, para a seleção brasileira levar a taça da Copa das Confederações, admite Parreira, o time não poderá sofrer grandes alterações. "Nosso posso descaracterizar a equipe. Tenho 23 jogadores, nem todos jogarão", explica.Mas o técnico adiantou que os laterais serão observados de perto. Cicinho e Léo devem jogar pelo menos uma partida. O volante Gilberto Silva também entrará na posição de Emerson em um jogo. E lá na frente, Robinho vai ser o mais exigido. Nas demais posições tudo fica como está."Esta competição será ótima para o Robinho. Ele vai enfrentar outro tipo de marcação, que não está acostumado a enfrentar, bem diferente dos marcadores brasileiros e da América do Sul. Neste grau de exigência, ele nunca enfrentou", conta Parreira.

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