Parreira realça favoritismo do Brasil

O técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, abandonou a modéstia e em tom firme avisou aos adversários que o Brasil é o favorito para a conquista da Copa das Confederações e o Mundial da Alemanha. O treinador adotou a postura durante as duas convocações divulgadas nesta quinta-feira."Precisamos admitir esse favoritismo, aprender a conviver com isso e provar em campo. Das outras vezes, o Brasil entrava como um dos possíveis ganhadores mais por seu histórico, do que pela qualidade do futebol que vinha apresentando", afirmou Parreira, de forma contundente, chegando até a dar socos na mesa. "Sabemos que os europeus não vão permitir que conquistemos o sexto título e a coisa vai pegar fogo."Parreira explicou que a seleção não pode mais se acovardar ante a responsabilidade de ser apontada atualmente como a principal força do futebol mundial. Foi enfático ao lembrar que o Brasil precisa quebrar o tabu de só vencer competições quando "está em baixa".Sobre os próximos compromissos do Brasil, Parreira destacou a necessidade de vitória contra o Paraguai para assegurar uma vaga à Copa de 2006. E, em seguida, já traçou um novo objetivo a partir da partida contra os argentinos, se obtiver êxito no confronto em Porto Alegre: vencê-los para iniciar a disputa pela primeira posição das eliminatórias Sul-Americanas."Os paraguaios estão disputando a terceira eliminatória seguida com os mesmos jogadores, são experientes, fortes. Já os argentinos possuem mais habilidade, inteligência", afirmou Parreira, que se irritou ao ser indagado sobre o fato de historicamente, o Brasil possuir uma vantagem maior contra Paraguai e menor com relação a Argentina. "Estatística é a arte de enganar os outros com números e no futebol isso não vale."Tanto para as partidas pelas eliminatórias quanto para a Copa das Confederações, a lista de Parreira não trouxe novidades. O detalhe é a escassez de mudanças entre os 22 convocados para os confrontos contra o Paraguai e Argentina e a disputa alemã. Do grupo, somente três jogadores não viajarão para a Copa das Confederações, já que o meia Ricardinho, do Santos, o lateral-esquerdo Roberto Carlos e o lateral-direito Cafu, cederão a vez para Alex, Léo e Cicinho, respectivamente.Diante das mudanças, Parreira deixou claro que escolher os jogadores reservas de Cafu e Roberto Carlos é uma de suas principais preocupações. A princípio, somente Belletti, pela direita, tem vantagem sobre os demais. Mas Cicinho, com as boas atuações no São Paulo, despertou a atenção do treinador. Na esquerda, a disputa é maior, com Gilberto, do Hertha Berlim, Gustavo Nery, do Corinthians, Fábio Aurélio, do Valencia, Athirson, do Cruzeiro, e o santista Léo.

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