Parreira reclama da retranca do Guarani

O técnico Carlos Alberto Parreira, do Corinthians, que por anos carregou a estigma de retranqueiro, criticou o esquema defensivo adotado pelo treinador do Guarani, e seu ex-jogador nos tempos do Fluminense, Zé Mário. ?Com a barreira que o adversário fez na entrada da área, foi difícil mesmo vencer o jogo. Para se ter uma idéia, nosso goleiro, Dida, foi um expectador durante quase toda partida?, reagiu o treinador corintiano. Além da retranca do Guarani, Parreira atribuiu ao calor o baixo rendimento técnico da partida. ?Com 40 graus não se pode jogar futebol. É até desumano fazer uma partida nessas condições. Queria ver um time europeu suportar tudo isso aqui?, disse Parreira, que não ficou satisfeito com o resultado. ?O empate não foi ruim, porque jogamos na casa do adversário, mas o time deveria ter conseguido a vitória.? O meia Ricardinho, autor gol do Corinthians, que determinou o empate, também achou que o time desperdiçou a oportunidade para conseguir a vitória. ?Deixamos de ganhar mais dois pontos, que seriam importantes na classificação. A equipe, depois do empate, tinha tudo para virar o resultado, mas em alguns momentos não forçou como deveria, e assim facilitoi para o adversário que parecia mesmo interessado em garantir o empate.? Antes de voltar a pensar no Torneio Rio-São Paulo, o Corinthians retoma a participação na Copa do Brasi, na disputa contra o Cruzeiro, pelas oitavas-de-final. O primeiro jogo será quarta-feria, em São Paulo. No lado do Guarani, o resultado foi bem recebido tanto pelo técnico Zé Mário como pela maioria dos jogadores. ?A equipe não jogou um grande futebol, e acho que o empate foi bom. Não sei o que aconteceu. O Guarani deveria ter atuado mais no ataque?, disse Zé Mário como se não tivesse orientado a equipe para atuar na retranca.

Agencia Estado,

10 Março 2002 | 19h17

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