Parreira: seleção sentiu falta de ritmo

O empate em Split foi considerado um bom resultado pelo técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira. "A Croácia é uma seleção muito forte", afirmou. "Foi um bom adversário e um bom teste." Parreira elogiou o time europeu e não se mostrou surpreso com a boa atuação dos adversários. "É uma equipe muito nivelada, com dois ou três bons jogadores. Não é estranho que seja a líder do seu grupo nas eliminatórias européias." Ainda que tenha enfrentado um bom time, Parreira acredita que o Brasil só não conseguiu resultado melhor porque sentiu a falta de ritmo de seus atletas "europeus". Com exceção dos jogadores que atuam no Brasil, todos estão no início da temporada. "Esse não é o nosso ritmo. Quando a gente tem tempo para se preparar, é nítido que jogamos muito melhor", analisou. Parreira lembrou que, na Copa das Confederações, conquistada com brilho pelo Brasil, o time teve pelo menos 15 dias de preparação. "Na Alemanha ficou provado que a gente pode jogar bem. Aqui, não. Chegamos, jogamos e então ficou visível e latente a falta de ritmo", acrescentou. Ele também destacou a falta de Ronaldinho Gaúcho, que não foi convocado porque cumprirá suspensão no jogo contra o Chile. "A ausência dele pesou bastante." Em sua análise do jogo, o técnico brasileiro ficou satisfeito com as chances criadas pelo Brasil e não se arriscou a dizer se a equipe ficou melhor com Ricardinho, no primeiro tempo, ou com Robinho, no segundo. "Tivemos oportunidades nos dois tempos. Diante das circunstâncias, o time foi normal. Faltou um pouco de toque de bola, mas finalizamos o triplo de vezes da Croácia." O técnico acrescentou que o time não teve velocidade nas jogadas e faltaram avanços pelas laterais. Os meias também poderiam ter ficado mais próximos do ataque. E mais uma vez, justificou os problemas com a falta de ritmo. "Quem viu o Zé Roberto de hoje percebe que ele está começando a ficar em forma agora", exemplificou. Nem a falta de gols da dupla de ataque formada por Ronaldo e Adriano chateou Parreira - ele apontou que cada um dos jogadores teve, pelo menos, uma chance nítida de marcar. "É evidente que eles estavam fora de ritmo". Portanto, o técnico não quis fazer uma avaliação mais apurada da atuação dos atletas. "Um julgamento mais preciso vai ter que esperar. Mas daqui uns 15 dias eles estarão melhores fisicamente, mais precisos e mais agudos na chegada." Seguindo na mesma linha do "não decidi", Carlos Alberto Parreira disse que não definiu o aproveitamento do quarteto mágico. A tendência é desfazê-lo, deixando Ricardinho como titular. "Ainda não sei, precisamos aguardar. Vi dois tempos, um com o Ricardinho, outro com o Robinho, mas não posso tirar conclusões apressadas. Vou analisar com calma", disse o técnico, embora o quarteto tenha jogado junto, de fato, por apenas 15 minutos no segundo tempo.

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