Parreira: "Um leão a cada três dias"

O Corinthians de Carlos Alberto Parreira pode reviver neste semestre a proeza de 1995, com a conquista de dois títulos importantes seguidos. Além do Torneio Rio-São Paulo, que começa a ser decidido contra o São Paulo, hoje, o time do Parque São Jorge terá pela frente o início da final da Copa do Brasil contra o Brasiliense, quarta-feira, no Morumbi. Há sete anos, o Corinthians, que, na época era dirigido por Eduardo Amorim. ganhou a Copa do Brasil, após derrotar o Grêmio por 1 a 0 (gol de Marcelinho) dia 21 de junho, no Olímpico, e o Paulista, dia 6 de agosto, em Ribeirão Preto, com a vitória sobre o Palmeiras por 2 a 1 (1 a 1 no tempo normal e 1 a 0, na prorrogação). Elivelton fez o gol do título. Parreira admite que a consagração do time sob seu comando depende realmente do resultado nessas finais. Estado - Como você avalia até agora seu trabalho no Corinthians? Carlos Alberto Parreira - No futebol brasileiro é assim: se campeão, o trabalho foi excelente, se perder, por mais regular que tenha sido a campanha, o trabalho não prestou. Aqui é assim mesmo. Não adianta querer tampar o sol com a peneira. O que vale mesmo é o título. Estado - Na expectativa de ganhar dois títulos, qual sua missão, agora, no Corinthians? Parreira - Tentar manter a qualidade, o que conseguimos conquistar até aqui. O Corinthians está em um estágio técnico, físico e psicológico muito bom. Considero a parte psicológica importante. Estamos vindo de uma seqüência de dez partidas decisivas. O desgaste tem sido grande. Agora vamos disputar quatro jogos, que valem títulos, em dez dias. Quer dizer, em um clube da tradição do Corinthians é assim mesmo: matar um leão a cada três dias. Por isso, além da parte técnica e física, temos de estar com a mente bem trabalhada. Estado - Como deverá ser o clássico? Parreira - Estou esperando um grande jogo, diferente da partida de quarta-feira. Ninguém tem vantagem, por isso o futebol deve ser aberto. Nós vamos jogar para vencer, porque estaremos tranqüilos para o jogo de quarta-feira, contra o Brasiliense, pela Copa do Brasil, e posteriormente para a partida seguinte, novamente diante do São Paulo, no outro domingo. Estado - Dá para separar uma competição da outra? Parreira - Estamos vivendo as duas decisões ao mesmo tempo. Não dá para evitar. Mas o primeiro jogo contra o Brasiliense eu vou começar a discutir mesmo com os atletas a partir de segunda-feira. Tenho quatro teipes do Brasiliense para analisar com os jogadores. Mas é claro que temos a obrigação de ganhar essa partida em São Paulo.

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