Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Partidas no Pacaembu diminuem lucro do Palmeiras com bilheteria

Shows na arena, taxa de aluguel, impasse com construtora e pouco público impactam no faturamento do clube

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2017 | 07h00

O Pacaembu é um estádio favorável ao Palmeiras para o desempenho, mas um obstáculo para faturar. Embora o clube tenha conseguido três vitórias nos três jogos feitos no local no ano, em partidas do Campeonato Brasileiro fatura com bilheteria em média cerca de três vezes menos do que se jogasse no Allianz Parque.

No jogo da última segunda-feira, contra o Coritiba, o clube teve a menor renda líquida neste ano pelo Brasileiro, com somente R$ 363 mil. Já a média de arrecadação em partidas pela competição na arena é de mais de R$ 1,3 milhão. Quando deixa o Allianz Parque e se torna inquilino, o Palmeiras deixa parte do faturamento com o aluguel do Pacaembu, fixado em 15% da renda bruta para partidas noturnas e 12% em diurnas.

No estádio municipal a equipe enfrentou pelo Brasileiro deste ano o Grêmio, em julho, e o Coritiba, com duas vitórias por 1 a 0. Nas duas ocasiões o Allianz Parque estava fechado para a realização de shows. A mesma situação vai se repetir duas vezes em outubro, para apresentações dos cantores John Mayer e Paul McCartney em datas que coincidem com partidas contra Bahia e Ponte Preta.

A baixa presença de torcedores contra o Coritiba (a terceira menor neste Brasileiro), veio em uma partida em que houve promoção de ingressos. A diretoria reduziu em R$ 20 o valor das entradas em três setores no Pacaembu em comparação aos preços da última partida do clube no estádio, conta o Grêmio.

Palmeiras e a construtora WTorre, a responsável pelo estádio, tentam se entender nos bastidores sobre o ressarcimento de partidas em que o time não pode jogar na arena. Por contrato, o clube receberia uma multa equivalente a 50% da renda bruta da partida disputada no outro estádio. Porém, os repasses estão suspensos porque o tema está em discussão na corte arbitral. A empresa e o clube divergem sobre o custo de manutenção do Allianz Parque.

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