Passado o Estadual, São Paulo só pensa na altitude de Cuzco

O vice no Paulistão não doeu e não dói. A partir de agora, o que vale mesmo é a Copa Libertadores da América. Segundo colocado do Grupo 1, com seis pontos - quatro atrás do líder Chivas -, o Tricolor só quer saber do confronto desta quarta-feira à noite, diante do Cienciano, na temida altitude (3.350 metros) de Cuzco. O time só embarca nesta terça de manhã, já que a diretoria fez questão de levar o elenco à festa da Federação Paulista de Futebol, nesta segunda à noite.Uma vitória frente aos peruanos pode até garantir o tricampeão nas oitavas-de-final do torneio, dependendo do resultado da outra partida da chave - entre Caracas e Chivas, na capital venezuelana. Se tropeçar, ainda poderá definir a classificação na última rodada da primeira fase - contra o Caracas, no Morumbi. Mas ninguém quer deixar a decisão para a última hora.?Em uma Libertadores, sempre é bom garantir a classificação o quanto antes, mas, no nosso caso, caímos em uma chave bastante equilibrada. Por isso, esse jogo é tão decisivo assim. Vamos para lá pensando apenas na vitória?, assegura o meia Danilo, jogador que mais vestiu a camisa do Tricolor na história da competição (31 vezes).No entanto, o que mais preocupa nem é tanto a força do adversário. Afinal, o Cienciano é o último colocado do grupo, com apenas 3 pontos, e, na partida do Morumbi, foi goleado por 4 a 1. O receio dos jogadores é com a altitude de 3.350 metros. Para se ter uma idéia do efeitos dessa ?arma? peruana, uma pessoa que vive ao nível do mar já começa a sofrer problemas físicos com uma altitude de ?apenas? 2.200 metros. O que dizer da altitude de Cuzco??Sempre é bom ter um tubo de oxigênio à mão no vestiário, mas isso varia muito de um jogador para o outro. Em 2004, jogamos contra o The Strongest, em La Paz, e eu nem sofri tanto assim. Acho que fui até bem?, lembrou Danilo. Na oportunidade, o Tricolor arrancou empate (3 a 3) nos mais de 3.600 metros da capital boliviana.Outros dois motivos fazem os jogadores só pensarem em uma vitória: primeiro, apagar a má impressão deixada, após duas derrotas (por 2 a 1) consecutivas para o Chivas; depois, manter vivo o sonho de ainda lutar pelo primeiro lugar da chave e, quem sabe, ter uma vantagem na segunda fase - a de decidir em casa sempre.?Não podemos encarar esse jogo como uma obrigação, mas seria bom vencer. Ainda mais porque foi ruim a maneira como perdemos os dois últimos jogos, sofrendo gols que não estamos acostumados?, garantiu Danilo. ?Vencendo, nós iremos para nove pontos. Vamos pensar só na classificação, mas quem sabe, a gente não brigue pela primeira posição?, ressaltou Thiago.

Agencia Estado,

10 de abril de 2006 | 19h36

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