Passaportes falsos complicam Udinese

A Udinese pode cair para a Segunda Divisão da Itália ao final desta temporada. O time de Údine, região nordeste do país, enrola-se cada vez mais no escândalo dos estrangeiros contratados com passaportes europeus falsos. Há três brasileiros envolvidos na questão - Warley, Alberto e Jorginho -, além do uruguaio Da Silva. Os promotores que investigam o caso garantem ter provas de que o clube teve participação direta nas fraudes. A Udinese está incluída no bloco de equipes colocadas sob suspeita pela justiça. Roma, Lazio, Milan, Inter, Vicenza, Sampdoria passam por processos semelhantes, porque também teriam em seus elencos atletas que obtiveram dupla nacionalidade para atuarem como comunitários. Os casos mais evidentes estão sendo analisados desde segunda-feira pelo tribunal da Federação Italiana de Futebol. As sentenças começam a ser emitidas ainda este mês, mas as audiências se prolongarão até maio, pelo menos. A vida da Udinese pode complicar-se, se forem realmente fortes os documentos que o promotor Paolo Verri diz ter recebido da polícia polonesa. O magistrado é encarregado das investigações na região de Údine e garante ter em mãos cópias dos depoimentos de Alberto e Warley prestados em Varsóvia no ano passado. Ambos foram impedidos de entrar na Polônia, em outubro, antes de um jogo da Copa da Uefa, porque as autoridades de imigração desconfiaram dos passaportes portugueses que apresentaram. Os dois brasileiros foram levados a uma delegacia, em que explicaram sua situação. Na época, Warley disse que havia assinado um documento em branco no clube, e dias depois recebera o passaporte português que deveria facilitar sua vida. Os dirigentes Pierpaolo Marino e Sigfriddo Marcatti, acusados de conivência, sempre negaram qualquer responsabilidade. O promotor Verri quer saber quem, afinal, sabia da história dos passaportes falsos, quem mandava fazê-los, quem os negociava. Os indícios apontam para a cúpula da Udinese. Se as suspeitas forem provadas, a equipe automaticamente será colocada na última colocação do campeonato, o que significa rebaixamento automático.Para os jogadores, podem ser aplicadas multas e penas que variam de suspensão temporária a proibição de voltarem a atuar em equipes da Itália.

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