Passarella chega a SP nesta quarta

O argentino Daniel Passarella viaja nesta quarta-feira para o Brasil para uma reunião com o chefe da MSI, Kia Joorabchian, e em seguida deverá ser anunciado como o novo técnico do Corinthians, segundo informa a edição eletrônica do jornal argentino Olé. De acordo com a imprensa argentina, o treinador tem tudo acertado verbalmente com o clube paulista e, se não houver nenhuma mudança brusca, deverá ser confirmado como técnico para a temporada 2005. Passarella deverá chegar a São Paulo por volta das 18h30 desta quarta-feira, mas só será apresentado oficialmente na manhã desta quinta-feira. ?Este rapaz (Kia), cada vez que promete algo, cumpre. Anunciou Tevez e levou. Falou em Dominguez (o zagueiro Sebá) e contratou. E agora, ocorre o mesmo com Passarella?, disse um amigo íntimo de Passarella ouvido pelo Olé. ?Se as diferenças entre ele e o clube fossem grandes, certamente Passarella não iria para São Paulo?, acrescentou a fonte.PERFIL - O jogador Daniel Alberto Passarella, hoje com 51 anos, teve uma carreira mais bem-sucedida do que o técnico Passarella. Apesar de ser o zagueiro que mais marcou no futebol argentino, com 173 gols, o treinador tem fama de durão e polêmico, com decisões que beiram o autoritarismo, como não aceitar atletas que tenham cabelos longos. Passarella estreou na seleção argentina em 1976, contra a extinta União Soviética, em Kiev, e daí em diante colheu muitas conquistas e algumas decepções. Ergueu a Copa de 1978 ao lado de Kempes e Ardiles, em casa, e levou a medalha pela Copa de 86, no México, sem disputar nenhuma partida por causa de infecção no estômago. O zagueiro capitão da seleção, que jogou também a Copa de 82, começou no River Plate em 14 de abril de 1974, perdendo para o Central por 1 a 0. O primeiro de seus 173 gols da carreira foi contra o Argentinos Juniors, também em 74. Depois de defender Fiorentina e Inter de Milão nos anos 80, Passarella retornou ao futebol argentino em 1988, para o River, sob o comando de César Menotti. Em 1989, anunciou a saída do futebol e logo depois, em 91, iniciou a polêmica carreira de treinador, no próprio River. O Kaiser, como é conhecido por seus compatriotas, sempre teve um temperamento muito forte e disciplinador, criando problemas com jogadores e imprensa. Muitos relacionam esta atitude ao dia de seu nascimento, 25 de maio de 1953, um dos dias da independência argentina, em 1810. Ele assumiu a seleção argentina depois da eliminação para a Romênia na Copa de 94, nos EUA. Em meio a atritos com a imprensa, Passarella exigiu, entre outras coisas, que os jogadores cortassem seus cabelos longos e não usassem brincos. Na Copa de 98, na França, não levou o na época craque Redondo porque exigiu que ele cortasse os cabelos, ?muito longos? para um jogador. Batistuta e Caniggia cortaram, Redondo se recusou. A Argentina parou nas quartas, diante da Holanda, 2 a 1. Passarella dirigiu ainda o Parma e o Uruguai, com fracas campanhas. O técnico voltou a ganhar alguma coisa no México, com o Monterrey, campeão em 2003, 1º título desde 86, quando subiu para a 1ª Divisão.

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